1 de julho de 2026

Fracassamos como Nação? Para Jessé Souza, apesar do obscurantismo atual, há otimismo quanto ao futuro

Sociólogo destaca o papel da elite sobre a sociedade desigual e miserável que marca o Brasil
Reprodução/TV GGN

Jornal GGN – O sociólogo Jessé de Souza explica as estranhas das fragilidades dos princípios morais da elite brasileira e suas consequências no cenário social e político atual em entrevista ao jornalista Luis Nassif, no episódio desta terça-feira, 21 de julho, da série “Fracassamos como Nação?”, exibida na TV GGN

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Para Jessé, apesar do obscurantismo político e os retrocessos ocasionados pelo negacionismo que enfrentamos, há um otimismo sobre o futuro da nação, a partir de processos de aprendizagens que levam ao desmonte de organizações apresentadas como “salvadoras”, por exemplo, a Operação Lava Jato, que se utilizou de processos irregulares para levantar a bandeira “anticorrupção”. 

Questionado sobre a perda de valores da elite, Jessé destaca que a eficácia da “violência simbólica” própria deste nicho e a falta de controle das instituições são as marcas do desastre da sociedade brasileira.

O sociólogo também pontua a importância de compreender a distinção social como estímulo econômico e para a universalização dos direitos, os pactos sociais que dificultam o acesso as raízes dos problema políticos, o papel da esquerda, as influências da imprensa, a força irracional e as mascaras do racismo, a criminalização da política e as intenções do governo Bolsonaro. Confira.

Redação

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2 Comentários
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  1. Chris

    22 de julho de 2020 10:14 am

    Jessé é sempre perfeito nas suas colocações. Não se furta em colocar o dedo na ferida da esquerda enquanto desmascara a direita. Pena a esquerda não reconhecer a falta de coragem de mexer nos vespeiros seculares, os mesmos que acabaram engolindo o PT. A grande esfinge está em reconhecer o que é passível de aceitar (e assim flexibilizar) e o que não dá para evitar o enfrentamento.

  2. Aurélio Dubois

    22 de julho de 2020 12:11 pm

    Nassif

    Excelente e oportuna entrevista com o sociólogo Jessé Souza.

    Com certeza, trata-se do mais original e mais consequente intelectual brasileiro, percebido nos meus 65 anos de vida.

    Fundamental atentar para a hierarquia dos assuntos tratados na esfera pública, distinguir assuntos prioritários como aqueles tratados por Jessé das muitas distrações veiculadas pelo oligopólio de mídia, em especial pelas organizações GLOBO, e pelo gabinete do ódio do bolsonarismo.

    Para perceber toda a riqueza do pensamento de Jessé, é essencial ler seus livros dirigidos ao grande público. Para tanto, recomendo a leitura de: “A Radiografia do Golpe”, “A Elite do Atraso”, “A Classe Média no Espelho” e o recente “Guerra (Híbrida) Contra o Brasil”.

    Vale ressaltar o uso pela extrema direita bolsonarista no Brasil da distinção social como instrumento de distração das classes “média”, “os batalhadores” e a “ralé”, para faze-las ignorar sua expoliação econômica por parte dos endinheirados do Brasil e do exterior.

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