Jornal GGN – Os quatro meses de pandemia do coronavírus deixaram cerca de três milhões de pessoas sem trabalho no Brasil, segundo a edição semanal do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A taxa de desocupação registrada na quarta semana do mês chegou a 13,7%, chegando a 12,9 milhões de pessoas. No início da pesquisa, na primeira semana de maio, 9,8 milhões de pessoas estavam sem trabalho.
“Comparando com o início da pesquisa, o saldo da nossa investigação é que a população ocupada está menor, em 2,9 milhões de pessoas. A população desocupada está maior, pouco mais de 3 milhões de pessoas. E a taxa de desocupação também está maior em 3,2 pontos percentuais. Isso num contexto em que a população informal vem caindo também”, explicou a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.
Já o total de pessoas temporariamente afastadas do trabalho por conta do distanciamento social somou 5,8 milhões, após cair na semana anterior. No início de maio, por conta do isolamento, 16,6 milhões haviam sido afastados do trabalho que tinham.
O total de pessoas que alega motivo diferente do distanciamento social para se afastar do trabalho não mudou, ficando em 3 milhões. O contingente que trabalhava de forma remota na quarta semana de julho permaneceu estável em 8,3 milhões – no início da pesquisa, 8,6 milhões trabalhavam de casa. Já o grupo de pessoas que gostaria de trabalhar, mas não procurou emprego, devido à pandemia ou por falta de trabalho na localidade em que vive, ficou em 18,5 milhões.
Somente a proxy da taxa de informalidade (33,5%) subiu na comparação com a terceira semana de julho (32,5%). Isso representava 27,2 milhões de pessoas na informalidade, cerca de 2,7 milhões a menos do que o contingente do início de maio (29,9 milhões).
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