Jornal GGN – As gestões de Bruno Covas e João Doria (ambos do PSDB) decidiram, sem alarde, retirar o direito dos idosos com mais de 60 anos de utilizar ônibus, trens e metrô na capital, e os ônibus intermunicipais da Grande São Paulo, de forma gratuita. A mudança deve entrar em vigor a partir de 1º de janeiro.
Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, Covas obteve a aprovação da Câmara Municipal para retirar benefício na terça-feira (22), e o texto foi sancionado nesta quarta-feira. Por parte do Estado, Doria editou um decreto que suspendeu a regulamentação da lei estadual que estabelecia o benefício, e o mesmo foi publicado no Diário Oficial da União.
“A mudança na gratuidade acompanha a revisão gradual das políticas voltadas a esta população, a exemplo da ampliação da aposentadoria compulsória no serviço público, que passou de 70 para 75 anos, a instituição no Estatuto do Idoso de uma categoria especial de idosos, acima de 80 anos, e a recente Reforma Previdenciária, que além de ampliar o tempo de contribuição fixou idade mínima de 65 anos para aposentadoria para homens e 62 anos para mulheres”, diz o texto divulgado em conjunto pela Prefeitura e pelo Governo do Estado.
Os idosos acima de 65 anos não pagam passagem por causa do Estatuto do Idoso, uma lei federal. Em São Paulo, o limite foi reduzido para 60 anos em 2013, durante as gestões Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB).
Curto e grosso
23 de dezembro de 2020 5:50 pmManeira sutil de dizer que essa alteração se coloca de acordo com a piora de critérios sociais, de direitos, como a reforma da previdência.
Claro, afetará os mais pobres. Mas ambos não trabalham para os pobres.
Eduardo
23 de dezembro de 2020 5:51 pmAdministração Pública de qualidade exige do gestor medida às vezes impopular mas nunca prescinde da justificativa. Essa supressão de benefício a uma parcela mínima serve para que ? Qual será a economia ? O dinheiro economizado terá qual finalidade ? É obra de um (ou dois) gestor (es) de verdade ? Ouso imaginar que o único “benefício” dessa medida é atingir um grupo de pessoas onde a maioria deu voto aos “gestores”.
jcordeiro
23 de dezembro de 2020 9:13 pmEduardo: é tudo joguinho de cena. Em 2022 volta tudo, nem que seja até 31 de dezembro daquele ano eleitoral. Os corações bondosos do Prefeito e do Governador são sensíveis em período eleitoral. Tão contando, inclusive, que até lá essa velharada já nem mais exista, graças a falta de vacinas e seringas.
Anônimo
23 de dezembro de 2020 6:39 pmkkkkkkk e viva o povo besta de sumpaulo
Henrique Torres
23 de dezembro de 2020 11:53 pmAqui no Rio, a todos os prefeitos – o atual, com tornozeleira, e o ex/futuro – seguiram a idade prescrita no Estatuto do Idoso: 65 anos, para gratuidade nos transportes públicos. Afinal, eles não poderiam deixar de agradar aos seus financiadores. Mas o que é sensacional é a demarcação de vagas de estacionamento para idosos, garantida no mesmo estatuto – uma benesse que só existe no Brasil, ao que eu saiba. O ex/futuro Eduardo Paes foi mais realista que o rei e deu gratuidade (!) para o estacionamento – que, de qualquer modo, já “custa” a ninharia de 2 reais, o único preço no Brasil que não aumenta desde o século XX. Pra completar, o atual e quase ex, tornozelado, decretou que para estacionamento, idoso é quem tem mais de sessenta anos. Mais um escândalo da desigualdade como são tratados os passageiros de transporte público e os donos de automóvel.