5 de junho de 2026

Relator pede prisão em flagrante de Wajngarten; presidente da CPI nega

"Se este depoente sair daqui ileso diante das mentiras, nós vamos abrir uma porta que depois vamos ter muita dificuldade para fechar", disparou Calheiros

Jornal GGN – O senador Renan Calheiros (MDB), relator da CPI da Pandemia, pediu oficialmente a prisão do ex-chefe da SECOM, Fábio Wajngarten, à comissão parlamentar de inquérito instaurada para investigar a gestão temerária do governo federal na crise da Covid-19. “Se este depoente sair daqui ileso diante das mentiras, nós vamos abrir uma porta que depois vamos ter muita dificuldade para fechar”, disparou Calheiros.

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Wajngarten foi acusado por parte dos senadores de mentir e tergiversar na CPI, durante depoimento que começou às 10h desta quarta (12), em temas envolvendo campanhas de comunicação sobre a pandemia e a negociação frustrada pela compra de vacinas com a Pfizer. Ele entregou à CPI a carta que o laboratório americano enviou a Jair Bolsonaro pedindo “celeridade” na resposta brasileira para reserva de doses do imunizante, ainda em setembro de 2020.

Presidente da CPI, o senador Omar Aziz (PSD) se negou a levar o pedido adiante. “Eu não tomarei essa decisão. Eu ser carcereiro de alguém? Não. Eu sou um democrata. Se ele mentiu, nós temos como pedir o indiciamento dele, mandar para o Ministério Público, mas não [será preso] por mim. Ele será preso depois de ser julgado. (…) Não façam dessa CPI um tribunal que vai prender pessoas antes de serem julgadas”, apelou o presidente.

Wajngarten afirmou à CPI que a SECOM não tinha relação com a campanha “O Brasil não pode parar” e acabou desmascarado durante a audiência. Wajngarten também negou ter afirmado à revista Veja que existiu “incompetência” de Eduardo Pazuello na negociação com a Pfizer por compra de vacinas. Depois recuou. A revista, atacada por ele, divulgou o áudio da entrevista, que também foi exposto na CPI. Os senadores também reclamaram da resistência de Wajngarten em fornecer nomes de pessoas que teriam sido envolvidas na questão da Pfizer, e do seu esforço para eximir Bolsonaro de responsabilidade pelo descontrole do surto sanitário e falta de imunizantes.

Acompanhe a CPI por aqui.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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