Jornal GGN – O governo de Jair Bolsonaro agiu de forma intencional (dolosa) na condução da pandemia, sendo responsável pela morte de milhares de pessoas, segundo conclusão do relatório final da CPI da Pandemia, a ser apresentado aos senadores na próxima terça-feira.
Dentre os trechos do documento, divulgados pelo jornal O Estado de S.Paulo, está a afirmação de que o governo federal “criou uma situação de risco não permitido, reprovável por qualquer cálculo de custo-benefício, expôs vidas a perigo concreto e não tomou medidas eficazes para minimizar o resultado, podendo fazê-lo”, o que explica a imputação do dolo (intenção).
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O texto em questão também apresentou mudanças em alguns entendimentos: dentre eles, a imputação do crime de homicídio qualificado ao presidente Jair Bolsonaro e ao ex-ministro Eduardo Pazuello, com o argumento de que Bolsonaro sabia dos riscos e mesmo assim os assumiu.
O documento também apontou indícios de omissão e “desprezo técnico” durante a pandemia, o que ajudou a levar mais de 600 mil pessoas à morte, e pediu o indiciamento de diversos integrantes da cúpula bolsonarista e seus aliados. O texto será enviado aos órgãos de controle para que os processos sobre os supostos crimes apontados sejam abertos, uma vez que a comissão parlamentar de inquérito só tem poderes de investigação.
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