5 de junho de 2026

Em guerra contra a primeira mulher negra na Suprema Corte, extrema-direita dos EUA espelha o bolsonarismo

"Rainha do QAnon", senadora republicada usa ideologia de gênero e fake news sobre pedofilia contra a indicada de Joe Biden à Suprema Corte
A senadora republicana Marjorie Taylor Greene, considerada "Rainha do QAnon", e a juíza Ketanji Brown Jackson, indicada por Joe Biden à Suprema Corte
A senadora republicana Marjorie Taylor Greene, considerada "Rainha do QAnon", e a juíza Ketanji Brown Jackson, indicada por Joe Biden à Suprema Corte

Uma reportagem publicada no site Newsweek, em alta nesta quarta-feira (6) na plataforma Reddit, mostra como a extrema-direita dos Estados Unidos se parece muito com a ala radical do bolsonarismo no Brasil, em sua empreitada contra a indicação de Joe Biden para a Suprema Corte americana.

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A estratégia do Partido Republicano para impedir a posse da primeira mulher negra para a Suprema Corte dos EUA envolve o uso descarado de pós-verdade, fake news sobre pedofilia e terrorismo com “ideologia de gênero”.

Batizada pela mídia americana de “rainha do QAnon“, a senadora senadora republicada Marjorie Taylor Greene tem sido a porta-voz dos ataques baixos à juíza Ketanji Brown Jackson.

O QAnon é um grupo de extremistas de direita adeptos de teorias da conspiração. Eles acreditavam, por exemplo, que Donald Trump combatia secretamente uma rede de pedofilia que servia a políticos do Partidos Democratas e outros famosos. Lideranças do QAnon ajudaram a invadir o Capitólio na derrota eleitoral de Trump.

Na análise da Newsweek, a senadora Marjorie Taylor Greene usa a técnica de “dog-whistle” (apito de cachorro) com os militantes do QAnon em seus ataques à juíza Ketanji.

A musa dos delirantes dispara fake news sobre Ketanji ter sido muito branda ao supostamente julgar casos envolvendo abusos de menores nos Estados Unidos. Além disso, afirma falsamente que a juíza é permissiva com a “ideologia de gênero”, incentivando que pais participem da transição de gênero de crianças.

O Senado americano paralisou nesta quarta (6) a votação da indicação da juíza para a Suprema Corte. Segundo o portal Geledés, que acompanha a pauta da negritude no Brasil e no mundo, há situação de empate entre os senadores, que devem retomar a votação até o fim da semana.

Se se tornar ministra da Suprema Corte, Jackson será a primeira mulher negra a ocupar o cargo. Uma senadora republicana, Susan Collins, já disse que votará para aprovar Jackson. Não está claro, segundo o New York Times, se outros republicanos seguirão o exemplo de Susan.

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