4 de junho de 2026

PT, PCdoB e PV registram federação partidária

Denominada Federação Brasil da Esperança, grupo busca atuar como força para libertar país “do desastroso governo da extrema da direita”

O PT, o PCdoB e o PV formalizaram nesta segunda-feira (18/04) a Federação Brasil da Esperança (FE Brasil), que tem como um de seus objetivos atuar pela composição de bancadas progressistas tanto no Congresso como nas Assembleias Legislativas.

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“A FE Brasil surge desafiada por uma grande responsabilidade: atuar como força decisiva para libertar nosso país do desastroso governo da extrema da direita”, diz nota oficial assinada pelas presidentas do PT e do PCdoB, Gleisi Hoffmann e Luciana Santos, e pelo presidente do PV, José Luís Penna.

Tendo em vista essa gigantesca tarefa, a Federação terá que, em torno da liderança da ex-presidente Lula, agregar, reunir e mobilizar amplas forças políticas, sociais, econômicas e culturais para que o povo e a democracia sejam vitoriosos nas eleições de outubro”.

Ao mesmo tempo, a federação também quer “eleger grandes bancadas progressistas para o Congresso Nacional e as Assembleias Legislativas, bem como um expressivo número de governadores/as, criando as condições para que o governo eleito por essa ampla aliança tenha as condições para promover as mudanças e grandes transformações de que o país necessita”.

“Estamos ousando, construindo uma ferramenta nova, inovando e renovando a forma de fazer política, apostando na unidade e na convergência em torno de ideais e compromissos elevados com nosso país, que se expressam na Carta Programa de nossa Federação. Valorizamos a democracia interna e construímos um estatuto que estimula a busca pelo consenso”, ressaltam os signatários.

Gleisi será primeira presidente da Federação

A primeira presidenta da FE Brasil será a deputada Gleisi Hoffmann (PT); a primeira vice-presidenta, Luciana Santos (PCdoB), e o segundo vice, José Luís Penna (PV). O mandato é de um ano, com rodízio entre os presidentes de cada um dos partidos, podendo haver recondução por decisão unânime.

O órgão máximo de deliberação da federação é a Assembleia Geral, composta por 60 membros, sendo 9 vagas distribuídas igualmente (3 por partido) e 51 distribuídas na proporção dos votos obtidos por cada partido nas eleições para a Câmara dos Deputados de 2018.

Na composição da Assembleia Geral, cada partido terá de indicar no mínimo 30% de mulheres e no mínimo 20% respeitando o critério étnico-racial, e as deliberações serão tomadas por maioria de três quartos de seus membros.

A Comissão Executiva Nacional da Federação terá 18 membros. Os presidentes de cada um dos partidos são membros natos da comissão e as outras 15 vagas seguirão à proporção dos votos obtidos na eleição para a Câmara de 2018. 

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