4 de junho de 2026

Rússia deve dobrar saldo comercial neste ano, diz The Economist

Mesmo com todas as sanções impostas pelo Ocidente, preço internacional da energia deve manter superávit da balança comercial
Agência Xinhua

A Rússia deve encerrar o ano de 2022 com o saldo comercial positivo, mesmo com todas as sanções estabelecidas pelo Ocidente por conta da invasão à Ucrânia. E tudo por conta da comercialização de energia.

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Análise publicada pela revista The Economist explica que o país conseguiu reverter uma parte dos problemas causados pelas sanções financeiras, que atingiram principalmente das reservas cambiais do Banco Central russo, por meio da alta dos juros, controle de capital e injeção de liquidez no sistema monetário.

Além disso, o país tem conseguido gerar cerca de US$ 1 bilhão diariamente com a exportação de energia – os dados foram obtidos com base nas estatísticas de parceiros comerciais do país, já que o governo de Vladimir Putin parou de divulgar dados comerciais mais detalhados.

A publicação afirma que, conforme as importações caem e as exportações se mantêm, a Rússia vem apresentando superávit comercial recorde. Tomando por base os fluxos de oito dos maiores parceiros comerciais russos, as importações russas caíram aproximadamente 44% desde a invasão à Ucrânia, mas as exportações avançaram em torno de 8%.

As sanções atualmente vigentes permitem que a Rússia continue vendendo petróleo e gás para o Ocidente, e o aumento dos preços da energia ajudou o país a melhorar suas receitas, e isso deve ajudar a Rússia a bater recordes de superávit comercial nos próximos meses.

Cálculos do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) indicam que o superávit em conta corrente da Rússia, que engloba comércio e outras movimentações financeiras, pode atingir US$ 250 bilhões – ou 15% do PIB do ano passado, mais do que o dobro dos US$ 120 contabilizados em 2021.

Na visão da IIF, a eficácia das sanções financeiras pode ter atingido seu limite, e o que se pode esperar no futuro é o endurecimento das sanções comerciais – o que deve levar algum tempo para ocorrer, principalmente se levarmos em consideração a dependência de vários países ocidentais do combustível vendido pela Rússia.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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