10 de junho de 2026

Dois milhões de crianças e jovens estão fora da escola no Brasil

Trabalho infantil e dificuldade de aprendizagem influenciam evasão escolar, segundo levantamento do Unicef
Foto: Simon Reza on Unsplash

Dois milhões de meninos e meninas entre 11 e 19 anos que ainda não terminaram a educação básica deixaram a escola no Brasil, segundo estudo elaborado pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria) a pedido do Unicef.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Segundo pesquisa realizada em todas as regiões do país no mês de agosto, a exclusão escolar atinge em especial os mais vulneráveis: 11% dos entrevistados não estão frequentando a escola, sendo que, na classe AB, o percentual é de 4%, enquanto, na classe DE, chega a 17%.

Entre as crianças e jovens que não estão frequentando a escola, 48% diz ter deixado de estudar “porque tinha de trabalhar fora”, enquanto 30% afirmaram que abandonaram os estudos “por não conseguirem acompanhar as explicações ou atividades”.

Em seguida, 29% das pessoas ouvidas disseram ter desistido, pois “a escola não tinha retomado atividades presenciais” e 28% afirmam que “tinham que cuidar de familiares”. Outros fatores citados foram falta de transporte (18%), gravidez (14%), desafios por ter alguma deficiência (9%), e racismo (6%), entre outros.

Muitos ainda pensam em desistir

Entre os estudantes que seguem na escola, 21% dos entrevistados de 11 a 19 anos disseram ter pensado em desistir dos estudos – para 50% dos que pensam em desistir, o fato de não conseguir acompanhar as explicações ou atividades tem levado a tal possibilidade.

Enquanto 92% dos estudantes de escolas públicas dizem que sua escola só tem aulas presenciais, ainda há 5% que afirmam ter aulas presenciais e remotas, e 3% que têm apenas aulas remotas.

Segundo a pesquisa, o pior cenário é visto na Região Norte, onde 82% dos estudantes das escolas públicas dizem ter aulas totalmente presenciais e 11% dizem ter apenas aulas remotas.

Ao mesmo tempo, a pandemia de covid-19 fez com que os alunos atuais apontassem fatores positivos na escola, como o aumento dos cuidados com a higiene (66%), o aumento do nível de exigência dos professores (56%), que aumentaram o quanto aprendem nas aulas (55%) e sua frequência escolar (52%).

Os estudantes de escolas públicas também destacam o esforço da escola em fazer avaliações do que cada um aprendeu durante a pandemia e suas dificuldades (79%) e afirmam que a escola está desenvolvendo atividades que favorecem um bom relacionamento entre os estudantes (71%).

Leia abaixo a íntegra do estudo divulgado pela Unicef

Leia Também

Pandemia piora formação de alunos da educação básica

Entidades lançam campanha para derrubar veto de Bolsonaro contra alimentação escolar

Teto de gastos afeta retomada da educação

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados