5 de junho de 2026

Bolsonaro defendeu aborto do próprio filho e depois pediu para revista abafar, diz ex-editor da Playboy

Bolsonaro teve a "esperteza" de não querer sua defesa do aborto eternizada nas páginas da revista Playbou, afirma ex-editor

Ex-editor da revista Playboy, o jornalista Jardel Filho disse em entrevista ao veículo Goiás 24 Horas que o ex-presidente Jair Bolsonaro defendeu, em entrevista concedida a ele em 2011, o direito ao aborto.

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Inclusive, Bolsonaro confessou que teria conversado com a então esposa, Ana Cristina do Valle, para abortar o próprio filho, Jair Renan.

Além disso, na mesma entrevista, Bolsonaro – até então, um deputado do baixo clero em busca de mídia – teria falado sobre várias polêmicas, incluindo tortura como método de punição para estupradores de menores.

Jardel Filho revelou que, antes da matéria ser publicada, Bolsonaro lhe pediu pessoalmente para remover os trechos que davam detalhes sobre a defesa do aborto. “Tirei. Estou contando a primeira vez aqui. Não sei se deveria. Mas qual a esperteza dele? O que pegaria mal com a turma dele? Falar que ele defendeu o aborto.”

O jornalista admitiu também que a revista Playboy excluiu, por decisão própria, várias passagens sobre a tortura defendida por Bolsonaro, porque havia relatos “pesados” e com detalhes estarrecedores de como torturar uma pessoa.

“A descrição era tão pesada que meu chefe decidiu cortar porque, se não, ninguém ia seguir com a leitura. Era um manual de tortura”, disse Filho.

Hoje candidato à reeleição, Bolsonaro acusa a esquerda e Lula de defenderem o aborto e se diz “defensor da família e da vida desde a sua concepção”.

Ana Cristina do Valle ou Cristina Bolsonaro seria a precursora do operador Fabrício Queiroz no esquema das rachadinhas do clã Bolsonaro. Já Jair Renan foi investigado pela Polícia Federal pelo crime de tráfico de influência supostamente cometido durante o governo de seu pai na Presidência da República.

Assista a entrevista clicando aqui.

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Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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1 Comentário
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  1. Vladimir

    11 de outubro de 2022 11:22 am

    A questão,como sempre,não é nem o aborto em si,mas sim a covardia desse sujeito que,como podemos observar,vem de sempre.

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