Nada como um dia depois do outro
por Izaías Almada
Os ditados populares acertam na veia…
Passado o susto, até porque o cheiro nauseabundo do governo do falso Messias ainda deixa no ar alguma preocupação, já é possível ir liberando a memória e a criatividade para assuntos mais relevantes, quer sejam individuais ou coletivos.
Essa situação me traz à memória uma observação muito pertinente, aliás, do grande diretor de teatro Augusto Boal quando encenou no Teatro de Arena um clássico da dramaturgia universal de autoria do russo Nicolai Gogol, “O Inspetor Geral”.
Ao analisar a característica dos personagens da peça, Boal afirmou o seguinte, entre outras observações: “Estamos diante de ladrões, corruptos, gente cruel, mesquinha… Gente habituada aos seus hábitos. São hábitos e, portanto, nada têm de monstruosos, se vistos segundo a perspectiva dos habituados. Os costumes monstruosos de certos povos só são monstruosos porque são de outros povos. Os monstros não se reconhecem monstros: e não o são, vistos por si mesmos, entre si mesmos…”
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Alguma semelhança com o que se passou no Brasil dos últimos quatro anos e, sobretudo, nas últimas duas semanas depois da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva?
O sentimento de alívio é grande, como grande é o retorno de LULA ao cenário internacional, apagando o já apagado e incompetente governo de tiranos e monstros.
A cada minuto que nos aproxima do dia da posse, a alegria aumenta na proporção inversa da amarga tristeza de quem se julgou acima das leis e da constituição, pois patriotas desse tipo o Brasil não precisa.
Criaram o ódio e aumentaram o preconceito contra milhões de brasileiros que precisam se reconciliar com a paz, o respeito às instituições, voltarem aos seus empregos, terem seus direitos garantidos e desfrutarem de três refeições por dia.
Vejam abaixo a alegria indígena na abertura da COP 27 em Sharm El Sheik…
Izaías Almada é romancista, dramaturgo e roteirista brasileiro. Nascido em BH, em 1963 mudou-se para a cidade de São Paulo, onde trabalhou em teatro, jornalismo, publicidade na TV e roteiro. Entre os anos de 1969 e 1971, foi prisioneiro político do golpe militar no Brasil que ocorreu em 1964.
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