4 de junho de 2026

Investigada, ex-mulher de Bolsonaro perde a cidadania brasileira

Ana Cristina Valle teria participado do esquema das rachadinhas e comprou uma mansão incompatível com sua renda declarada.
Foto: Reprodução/Redes

Mãe de Jair Renan e ex-mulher de Jair Bolsonaro (PL), Ana Cristina Valle perdeu a nacionalidade brasileira. A determinação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), nesta terça-feira (7).

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“Declarar a perda da nacionalidade brasileira da pessoa abaixo relacionada por ter adquirido outra nacionalidade: Ana Cristina Siqueira Valle, nascida em 13 de maio de 1967, filha de Jose Candido Procopio da Silva Valle e Henriqueta Guimarães Siqueira Valle, por ter adquirido a nacionalidade norueguesa”, informa o registro no DOU.

A Contituição brasileira permite que os brasileiros tenham mais de uma cidadania em três casos. O primeiro deles é a naturalização por imposição, quando o prasileiro residente precisa se naturalizar para permanecer ou exercer direitos civis no exterior. Quem tem ascendência estrangeira ou nasceu em outro país também tem direito à multipla cidadania.

Ex-mulher de Bolsonaro, Ana Cristina não se encaixa em nenhum dos casos. Ela obteve a cidadania norueguesa depois de se casar, em 2011. Ana morou na Noruega entre 2009 e 2014 e retornou ao país europeu em outubro, depois de fracassar na campanha à deputada pelo Distrito Federal, nas últimas eleições.

Investigações

Ana Cristina é alvo de dois inquéritos. A Polícia Federal investiga a compra de uma mansão avaliada em mais de R$ 3 milhões no Lago Sul, em Brasília. O processo foi instaurado em agosto do ano passado, pois os ganhos declarados por ela não seriam suficientes para aquisição de tal bem.

Assessora da deputada Celina Leão (PP-DF), Ana tinha um salário de R$ 8,1 mil, renda incompatível até com o pagamento de aluguel do imóvel, pelo qual ela dizia pagar R$ 8 mil por mês.

Ao Ministério Público Federal, Ana é investigada por participação no esquema de rachadinha com Carlos Bolsonaro (Republicanos) e Fabrício Queiroz, em que funcionários do gabinete do vereador têm de repassar parte do salário para o vereador.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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