A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), braço do Ministério da Justiça, expediu medida cautelar nesta terça-feira (2) contra o Google em relação a suposta prática abusiva na disseminação de conteúdo contra o Projeto de Lei nº 2630/2020, o PL das Fake News.
De acordo com o relatório “A guerra das plataformas contra o PL 2630“, produzido pelo NetLab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Google lançou uma ofensiva contra o PL 2630, ao favorecer conteúdos contrários à proposta.
A Líder global do mercado de buscas na internet chegou a colocar na página em sua inicial a mensagem: “O PL das fake news pode aumentar a confusão sobre o que é verdade ou mentira no Brasil”. Apesar das evidências, a empresa nega ter favorecido conteúdos contra o projeto.
Diante da repercussão do caso, o ministro da Justiça, Flávio Dino, e o secretário nacional de Defesa do Consumidor, Wadih Damous, afirmaram à imprensa mais cedo que a medida cautelar administrativa deve ser cumprida de forma imediata pela gigante.
“Não estamos aqui tratando se o projeto de lei 2.630 é bom ou ruim. Essa é uma decisão que cabe à Câmara, claro que nós temos uma posição conhecida. O que estamos tratando é se as empresas podem manipular, ou tentar manipular os consumidores para fortalecer suas posições, e impedir o livre debate na Câmara”, disse o Dino.
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As medidas
As medidas estabelecidas pela Senacon, impõe que o Google deve sinalizar como “publicidade” todos os conteúdos próprios com críticas ao projeto de lei e veicular “contrapropaganda […] voltada a informar devidamente os consumidores o interesse comercial da empresa no que concerne à referida proposição legislativa.”
A Senacon também determinou que o Google “abstenha-se de censurar posições divergentes da posição editorial da empresa” ou de privilegiar os posicionamentos que seguem a linha defendida pela empresa.
As medidas determinadas devem ser cumpridas em um prazo de 2 horas, sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento a partir da notificação do governo.
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Zinda Vasconcellos
2 de maio de 2023 7:00 pmAcho pouco democrático. Por que eles nao podem defender uma posiçao? É a mesma do Brasil 247, queremos tb que os sites progressistas sejam condenados por defender posiçoes? Dizer que é fake news é desconsiderar a opiniao deles, eles realmente acham que o projeto prejudica a democracia. E nao só eles: Pedro Serrano, e vários outros. Acho que se queremos democracia queremos para todos. Nao é igual a defender nazismo, ou coisas parecidas.
+almeida
2 de maio de 2023 9:31 pmPau neles!