Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a soltura de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL) e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, na tarde desta quinta-feira (11).
De acordo com trecho da decisão de Moraes, “as razões para a manutenção da medida cautelar extrema em relação a Anderson Gustavo Torres cessaram, pois a necessária compatibilização entre a Justiça Penal e o direito de liberdade demonstra que a eficácia da prisão preventiva já alcançou sua finalidade”.
Desta forma, a reclusão poderia ser substituida por medidas alternativas, no entendimento do ministro. Torres não pode sair do Distrito Federal, deve permanecer na própria residência durante a noite e fim de semana e ainda terá de usar a tornozeleira eletrônica.
Entenda o caso
O ex-ministro e ex-secretário Anderson Torres teve seu pedido de revogação de prisão preventiva negado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Torres é um dos investigados em inquérito que apura a responsabilidade de autoridades nos atos cometidos em Brasília em 08 de janeiro deste ano.
A alegação da defesa do ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal era de que o avanço das investigações tornava a manutenção da medida não mais necessária, já que 263 dos 2151 presos pelos atos de vandalismo seguem detidos.
No caso de Torres, a defesa afirma que ele é único que não ocupa mais cargo na administração do DF e, portanto, não teria condição de interferir nas investigações.
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