O corregedor da Justiça Eleitoral, Benedito Gonçalves, liberou nesta quinta-feira (1) para julgamento a ação que pode tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível.
Agora, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, deve marcar a data do julgamento.
A ação diz respeito à reunião feita pelo então presidente e pré-candidato à reeleição com embaixadores, no Palácio da Alvorada, em julho passado. Na ocasião, Bolsonaro fez acusações contra o sistema eleitoral, sem nenhuma prova.
Ao liberar o caso para análise, Gonçalves apresentou ao tribunal um relatório detalhado sobre os procedimentos adotados ao longo da ação, como os dados da coleta de provas, as alegações das partes e do Ministério Público Eleitoral (MPE).
“Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e contundente. Junte-se a nós: www.catarse.me/jornalggn”
No processo, o MPE defendeu a inelegibilidade de Bolsonaro. Segundo o vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, houve abuso de poder por parte do ex-presidente, uma vez que ele não poderia ter usado recursos do Estado para propagar informações falsas sobre as eleições.
“A busca do benefício pessoal também foi tornada clara. O uso de recursos estatais para a atividade da mesma forma está estampado nos autos. Todo o evento foi montado para que o pronunciamento se revelasse como manifestação do Presidente da República, chefe de Estado, daí a chamada de embaixadores estrangeiros e o ambiente oficial em que a reunião ocorreu. O abuso do poder político está positivado“, escreveu o procurador.
Ao TSE, a defesa de Bolsonaro argumentou que a reunião com embaixadores não teve caráter eleitoral e que os ataques às urnas eletrônicas fizeram parte de um “debate de ideias”, a fim de contribuir com aprimoramento do sistema de votação do país.
Com informações do G1.
LEIA TAMBÉM:
Deixe um comentário