4 de junho de 2026

Uma análise sobre os dados de desemprego

Total da população economicamente ativa aumentou levemente, mas envelhecimento da força de trabalho chama atenção
Agência Brasil

A taxa de desemprego no mercado de trabalho brasileiro recuou com mais força no último bimestre, ao cair de 8,5% para 8% na série dessazonalizada no período encerrado em abril, o menor patamar apurado nos últimos oito anos.

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Os dados foram divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a partir de dados da série trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Uma análise mais aprofundada mostra que, na comparação com o primeiro trimestre de 2022, a população economicamente ativa cresceu de forma mais discreta: 0,9%, ou 1,550 milhão de pessoas.

Nesse total, a força de trabalho ficou praticamente estável, enquanto aqueles economicamente ativos em atividade no mercado subiu 2,7%, e o total de brasileiros economicamente ativos e desocupados caiu 21,1%.

Contudo, no comparativo de 10 anos, a população economicamente ativa aumentou 11,8%, ou mais 18,326 milhões de pessoas ingressaram no mercado de trabalho do país.

Também é preciso atenção com o aumento de 19,9% na força de trabalho desocupada, de 14,8% no que se refere a pessoas fora da força de trabalho e de 15,4% de desocupados e fora do mercado.

No gráfico abaixo, é possível verificar uma queda súbita na força de trabalho economicamente ativa entre o primeiro e o terceiro trimestres de 2020, período que também marcou o início da pandemia de covid-19.

Esse salto se refletiu no aumento de pessoas desocupadas e fora do mercado de trabalho, que só voltou a cair com mais intensidade diante da vacinação em massa da população e a paulatina reabertura da economia.

Embora o percentual de homens e mulheres economicamente ativos seja praticamente o mesmo (52% de mulheres e 48% de homens), é possível verificar a disparidade nas contratações quando vemos que os homens são maioria na força de trabalho (56% a 44%) e entre os ocupados (57% a 43%).

Vale lembrar que muitas mulheres são demitidas das empresas no momento em que ficam grávidas, ou quando voltam de licença-maternidade, ou sequer são contratadas se dizem que tem filhos.

Trabalho por idade

No gráfico abaixo, é possível verificar que a maior parte da força de trabalho brasileiro é de pessoas de 25 a 39 anos, seguida de perto pelos trabalhadores de 40 a 59 anos.

Porém, é preciso atenção com o envelhecimento da força de trabalho: o percentual de trabalhadores de 25 a 39 anos diminuiu de 40,4% em 2013 para 38,8% em 2023, e aqueles entre 40 e 59 anos subiram de 33,9% (2013) para 37,9% (2023).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. Jotaeupontoeumarceloeu

    29 de junho de 2023 1:04 am

    Excelentíssimo senhor 77,se possível pise no freio internacionalmente,às críticas não foram absorvidas positivamente pelos bambambans,eles jáa planejaram tudo e são engessados, não têm jogo de cintura, não empreste sua credibilidade aos eventos deles,pode convidar o presidente da maior nação do mundo para vir ao País,ele virá,sem mais,obg equipe ggn !!!

  2. Jotaeupontoeumarceloeu

    29 de junho de 2023 1:06 am

    Excelentíssimo senhor 77,se possível pise no freio internacionalmente,às críticas não foram absorvidas positivamente pelos bambambans,eles jáa planejaram tudo e são engessados, não têm jogo de cintura, não empreste sua credibilidade aos eventos deles,pode convidar o presidente da maior nação do mundo para vir ao País,ele virá,sem mais,obg equipe ggn !!!

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