5 de junho de 2026

Haddad e Tebet são convocados para explicar reforma tributária a senadores

As solicitações de informações aos ministros foram aprovadas nesta terça (11) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado
Os pedidos de informação foram apresentados pelo senador Rogério Marinho. Foto: Ascom/Ministério da Fazenda

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) apresentou dois pedidos de informações, aprovados nesta terça-feira (11) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), para que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, subsidiem o colegiado com dados sobre a reforma tributária (PEC 45/2019). 

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Os dois ministros devem encaminhar à CAE estudos, estimativas e informações sobre a alíquota média da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), criados com a reforma. 

Conforme o pedido do senador bolsonarista, estudos devem fornecer as memórias de cálculo tratando das alíquotas projetadas para a CBS e o IBS, considerando também todas as exceções previstas na PEC 45/2019, além das estimativas da CBS e do IBS que manteriam a carga tributária atual sobre o consumo.

No requerimento, Marinho expõe sua posição crítica sobre a reforma tributária. Para o senador, ainda não está claro se o cidadão terá que pagar mais impostos a partir da aprovação da PEC.

Durante o programa Nova Economia, comandado por Luís Nassif, Nelson Machado, diretor do Centro de Cidadania Fiscal, ex-ministro da Previdência Social e ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda, afirmou que aumento na carga tributária ou ataque ao federalismo, como têm divulgado parlamentares e partidos de oposição, são apenas “desinformações”.

O ex-ministro explica que a proposta cria um imposto único sobre o consumo, que não incide sobre a produção, transação ou circulação de mercadorias. 

“Há notícias”

Para o senador Rogério Marinho, “há notícias” de que se está aprovando a maior alíquota de imposto sobre o valor adicionado do mundo ou, pelo menos, entre as maiores do planeta. Conforme a “notícia” o cidadão poderá pagar mais impostos, alegou.

Todavia, o Congresso está trabalhando para aprovar uma reforma na Constituição brasileira que altera o sistema de tributos. As alíquotas, preocupação de Marinho, serão discutidas posteriormente. O que foi aprovado na Câmara foram as alíquotas de teste para a fase inicial da reforma.

Na proposta atual estão três tipos de alíquotas: uma padrão (de valor integral), uma alíquota reduzida e a alíquota zero. As duas últimas serão aplicadas em produtos considerados de uso prioritário, caso de alguns medicamentos e serviços de educação.

Reforma tributária

A reforma tributária está há décadas na pauta tanto do Executivo como do Congresso, mas sempre foi considerada complicada de ser aprovada. Em outros anos e outros governos, a prioridade foi dada para reformas consideradas igualmente fundamentais, como a da Previdência e a Trabalhista.

Prioridade para o atual governo, a Câmara dos Deputados aprovou no dia 7 de julho, em dois turnos, o projeto de reforma tributária (PEC 45/2019), que é um dos pilares da política econômica do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), junto com o novo arcabouço fiscal.

Se trata de um consenso entre especialistas, sejam eles à direita ou à esquerda, que o sistema de arrecadação de tributos no Brasil possui muitas regras e muitas exceções. Como resultado, bilhões de reais são desperdiçados na economia brasileira por falta de eficiência. 

Não se pagará a mais

Após a reforma, pontuam os economistas, os brasileiros devem pagar aproximadamente o mesmo valor em impostos que pagam hoje. O Poder Público seguiria arrecadando valores parecidos. O objetivo dessa reforma não é mexer nesse aspecto.

O ganho econômico para o país viria na maior eficiência do sistema, já que pagar impostos se tornaria menos caro no Brasil. Assim, poderia haver um aumento de arrecadação no longo prazo se a reforma tributária melhorar a produtividade da economia e reduzir o custo Brasil.

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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