Amarildo da Costa de Oliveira, Oseney da Costa de Oliveira e Jefferson da Silva Lima, acusados de assassinar o jornalista Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira, decidiram se calar ao longo do depoimento à Justiça do Amazonas, nesta quinta-feira (27).
Realizada em Tabatinga, o juiz Wendelson Pereira Pessoas estipulou o prazo de dez dias para as alegações finais. Diante da materialidade do crime e indícios de autoria é que os réus serão levados a júri popular.
Na semana passada, quem deu a sua versão dos crimes foi Rubem Dario Vilar, o Colômbia, suspeito de ser o intelectual dos crimes. Na ocasião, Colômbia negou envolvimento no caso.
Depoimentos
Amarildo Oliveira, detido em um presídio federal no Paraná, reclamou por estar há quase um ano sem ver a família e os advogados. Ele reconheceu o motivo pelo qual está preso, negou o crime e adotou o silêncio.
Em seguida, a Justiça ouviu Jefferson Lima, preso na penitenciária federal do Mato Grosso. Ele disse que não tem condições financeiras, que sente falta da família e que não sabe o porquê de estar detido ou mesmo quais são as acusações contra ele. Lima também se recusou a dizer onde mora ou se tem contato com os advogados.
Oseney Oliveira respondeu apenas que morava no no Rio Itacoai, em Atalaia do Norte, trabalha com pesca e tem quatro filhos. No mais, ficaria em silêncio.
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