10 de junho de 2026

Hamas divulga vídeo em que reféns pedem libertação e criticam atuação de Israel

Netanyahu "se comprometeu a libertar todos nós. Mas, em vez disso, estamos carregando seu fracasso diplomático", disse uma refém
Créditos: Foto: Reprodução/Hamas

O Hamas publicou nesta segunda (30) um vídeo onde três mulheres israelenses pedem que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, faça uma troca de reféns. O vídeo foi divulgado pelos canais de comunicação do grupo com a legenda “vários prisioneiros sionistas detidos por Al-Qassam enviam uma mensagem a Netanyahu e ao governo sionista”.

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As mulheres sequestradas pelo Hamas foram identificadas por Netanyahu como Yelena Trupanob, Danielle Aloni e Rimon Kirsht. Uma delas, durante o vídeo, critica a resposta de Israel à crise dos reféns e pede que o primeiro-ministro conclua uma troca de prisioneiros com o Hamas.

“Você deveria libertar todos nós. Você se comprometeu a libertar todos nós. Mas, em vez disso, estamos carregando o seu fracasso político, de segurança, militar e diplomático”, disse ela.

Netanyahu chamou a publicação do vídeo de “propaganda psicológica cruel” e em sua conta no X, antigo Twitter, escreveu que o governo Israelense está fazendo de tudo para levá-las de volta para o país.

“Penso em Yelena Trupanov, Danielle Aloni e Rimon Kirsht, que foram sequestrados pelo Hamas […]. Nossos corações estão com vocês e com todas as outras pessoas sequestradas. Estamos fazendo de tudo para trazer todos os cativos e desaparecidos de volta para casa”, publicou Netanyahu no X.

Em um comunicado feito para a emissora Al Aqsa no sábado (28), o grupo Hamas disse estar disposto a libertar os reféns que sequestrou no ataque de 7 de outubro em troca da libertação dos palestinos dos presídios israelenses.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), em julho deste ano Israel mantinha em seus presídios cerca de 5 mil palestinos. Depois do confronto, o número subiu para mais de 10 mil. O grupo Hamas tem mantido em cativeiro cerca de 200 a 250 reféns israelenses.

Mais do 8 mil palestinos mortos

Desde o início do conflito, em 7 de outubro, 8.306 palestinos foram martirizados em Gaza, sendo 3.342 crianças, 40% do número total de mortos. Em Israel, mais de 1.400 morreram.

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Isadora Costa

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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