O Hamas publicou nesta segunda (30) um vídeo onde três mulheres israelenses pedem que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, faça uma troca de reféns. O vídeo foi divulgado pelos canais de comunicação do grupo com a legenda “vários prisioneiros sionistas detidos por Al-Qassam enviam uma mensagem a Netanyahu e ao governo sionista”.
As mulheres sequestradas pelo Hamas foram identificadas por Netanyahu como Yelena Trupanob, Danielle Aloni e Rimon Kirsht. Uma delas, durante o vídeo, critica a resposta de Israel à crise dos reféns e pede que o primeiro-ministro conclua uma troca de prisioneiros com o Hamas.
“Você deveria libertar todos nós. Você se comprometeu a libertar todos nós. Mas, em vez disso, estamos carregando o seu fracasso político, de segurança, militar e diplomático”, disse ela.
Netanyahu chamou a publicação do vídeo de “propaganda psicológica cruel” e em sua conta no X, antigo Twitter, escreveu que o governo Israelense está fazendo de tudo para levá-las de volta para o país.
“Penso em Yelena Trupanov, Danielle Aloni e Rimon Kirsht, que foram sequestrados pelo Hamas […]. Nossos corações estão com vocês e com todas as outras pessoas sequestradas. Estamos fazendo de tudo para trazer todos os cativos e desaparecidos de volta para casa”, publicou Netanyahu no X.
Em um comunicado feito para a emissora Al Aqsa no sábado (28), o grupo Hamas disse estar disposto a libertar os reféns que sequestrou no ataque de 7 de outubro em troca da libertação dos palestinos dos presídios israelenses.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), em julho deste ano Israel mantinha em seus presídios cerca de 5 mil palestinos. Depois do confronto, o número subiu para mais de 10 mil. O grupo Hamas tem mantido em cativeiro cerca de 200 a 250 reféns israelenses.
Mais do 8 mil palestinos mortos
Desde o início do conflito, em 7 de outubro, 8.306 palestinos foram martirizados em Gaza, sendo 3.342 crianças, 40% do número total de mortos. Em Israel, mais de 1.400 morreram.
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