4 de junho de 2026

Barbosa tenta manter funcionários em cargos de confiança e gera atrito com Lewandowksi

Jornal GGN – O jornal Folha de São Paulo relata um novo (e provavelmente o último) atrito entre Joaquim Barbosa e seu sucessor na presidência do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. Segundo o jornal, Barbosa teria ligado para Lewandowski pedindo para manter seus 46 assessores em cargos de confiança no gabinete na presidência do Tribunal. Ainda de acordo com a Folha, este seria o motivo do adiamento, pela segunda vez, do pedido de aposentadoria de Barbosa.

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Da Folha

Barbosa cria novo atrito com sucessor no STF

Presidente da corte quer manter 46 funcionários de seu gabinete em cargos de confiança mesmo após aposentadoria

Para participar de sessão administrativa que discutirá o caso, ele adiou pela segunda vez sua saída do Supremo

ANDRÉIA SADI

VALDO CRUZ

Em uma manobra que gerou novo, e talvez o último, embate com seu sucessor na presidência do Supremo Tribunal Federal, o ministro Joaquim Barbosa tenta manter 46 funcionários de seu gabinete em cargos de confiança e funções gratificadas mesmo após sua aposentadoria.

A tentativa de mantê-los é o motivo pelo qual Barbosa adiou pela segunda vez seu pedido de aposentadoria, segundo a Folha apurou. Ele anunciou sua saída da corte no fim de maio, 11 anos antes do limite legal e a 5 meses do término de sua presidência.

Será sucedido por Ricardo Lewandowski –que, como revisor do processo do mensalão, relatado por Barbosa, tornou-se seu maior adversário no curso do julgamento.

O novo atrito com Lewandowski começou na segunda, quando o presidente ligou para o vice e pediu a manutenção dos assessores no gabinete da presidência do STF. Lewandowski argumentou que não poderia se comprometer, já que precisará de uma equipe de sua confiança.

Diante da resistência, e usando sua prerrogativa como presidente do STF, Barbosa mandou às 20h do mesmo dia ofício a Lewandowski comunicando que os 46 servidores “deverão retornar” ao seu gabinete de ministro assim que ele deixar a corte. Na prática, Barbosa determinou que Lewandowski transfira os assessores da presidência para seu gabinete em posições similares às que exercem hoje.

Com isso, a intenção de Barbosa é que a questão seja discutida com os demais ministros do tribunal numa sessão administrativa em agosto, quando todos voltarem das férias de julho. Barbosa adiou a aposentadoria para poder comandar a discussão.

Isso causou desconforto no gabinete de Lewandowski. Pelas regras do tribunal, os assessores dos ministros ocupam cargos de “livre exoneração, a qualquer tempo”. As regras permitem que, se não forem dispensados, eles continuem no cargo até a véspera da posse do substituto do antigo chefe ou por mais 120 dias, no máximo, se a escolha do novo ministro demorar. Ou seja, eles poderão ficar até quatro meses empregados no antigo gabinete de Barbosa.

Quatro ministros do STF ouvidos pela Folha dizem que o ofício de Barbosa, apesar de legal, não é comum. A praxe é o presidente que deixa o cargo entregar um pedido de exoneração de todos os funcionários. Os concursados são realocados, e os que não são, deixam o Supremo.

O gabinete sem o novo ministro tem de ficar aberto para consultas a processos existentes. Para esse serviço, bastam quatro ou cinco funcionários, 10% dos 46 que Barbosa deseja manter empregados. Cada gabinete tem, em média, 30 funcionários.

Em nota, Barbosa disse que não irá comentar o teor da “conversa confidencial” que manteve com Lewandowski e que está fazendo tudo de acordo com as normas de transição do STF e com base nas “tradições da casa”.

Disse ainda que as normas visam “conferir funcionalidade mínima desejável ao gabinete do ministro que ingressará”. Ele saiu de férias segunda e retorna fim do mês.

Entre os funcionários em questão está o chefe de gabinete de Barbosa e sete assessores diretos, dos quais seis não têm vínculo com o tribunal –quatro não são concursados e os demais são cedidos ao STF por outros órgãos.

Se a manobra do ministro vingar, esses seis servidores sem concurso continuarão empregados recebendo salário de R$ 10.352,52, mais auxílios moradia e alimentação que ultrapassam R$ 3 mil. Outros 9 em funções comissionadas recebem gratificações.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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36 Comentários
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  1. Gerson Pompeu

    11 de julho de 2014 1:33 pm

    Uma aberração chamada Joaquim Barbosa.

    Quem essa aberração jurídica pensa que é?

  2. Flávio Tonelli Vaz

    11 de julho de 2014 1:36 pm

    Barbosa tenta manter funcionários

    Essa pretensão do Min. Barbosa é tão republicana quanto o comportamento exercido durante os seus ofícios no Supremo.

    Se cada ex-presidente pendurar na folha do Supremo todos os seus compadrios, transfomam-se ocupantes de cargos comissionados em servidores permanentes sem concurso ou, eternizam as funções de confiança para os concursados de carreira. Nenhuma dessas hipóteses tem amparo constitucional. 

    Mas, seria estranho esperar o diferente. Seja por parte desse magistrado ou da grande imprensa que tanto o glorificou. Afinal, praticar sinecuras faz parte do dia a dia desses senhores.

  3. charles

    11 de julho de 2014 1:37 pm

    Batman

    Sinceramente,esse cara é pornográfico.

    1. Unive

      11 de julho de 2014 2:07 pm

      não agrida a integridade dos

      não agrida a integridade dos filmes pornográficos.

  4. Ugo

    11 de julho de 2014 1:47 pm

    competência

    Os psiquiatras do Itamaraty são mais competentes dos psicólogos do judiciário.

  5. Lucienne

    11 de julho de 2014 1:48 pm

    Mensalão de Barbosa.

    Mensalão de Barbosa.

  6. Dulce (Madame X)

    11 de julho de 2014 1:55 pm

    Prá ser sincera…ESTOU

    Prá ser sincera…ESTOU ADOOOOOOOOORANDO toda a “ética” babada pelo raivoso Joaquim Barbosa. Os “fãs do Batman”  merecem mesmo…”toda areia” da praia de Copacabana, nos olhos. (para bom leitor, pingo é letra) ahahahah

    1. André LB

      11 de julho de 2014 3:48 pm

        Tou contigo e não abro.

        Tou contigo e não abro. Depois de emporcalhar a imagem do STF, é até divertido ver JB emporcalhar sua própria imagem.

  7. Marcio Aurélio Cruzeiro

    11 de julho de 2014 2:00 pm

    É um

    É um Franciscano…..rsrsrsrs…..

  8. Roberto Monteiro

    11 de julho de 2014 2:03 pm

    Uma perguntinha:


    O que dizem os seguidores do justiceiro dos frascos e comprimidos?

  9. Pedro Penido dos Anjos

    11 de julho de 2014 2:03 pm

    Grã Coroné de Paracatu.

    Grã Coroné de Paracatu.

  10. curuba

    11 de julho de 2014 2:04 pm

    Piada

    E se ele tivesse morrido no primeiro dia da sua presidência, o resto do seu periodo de presidencia não poderia ser mexido nos seus assessores? Não sei não, acho que tem alguma coisa errada ou tá tudo errado.

  11. Tulio

    11 de julho de 2014 2:04 pm

    pergunta

    será que o Merval vai defender o paladino da justiça? e o bogueiro da veja?

  12. El Fuser.

    11 de julho de 2014 2:08 pm

    A pergunta não cala.

    Sabemos que os cargos de livre nomeação são necessários (e imprescindíveis) para impor as máquinas adminstrativas dos poderes eleitos (legislativo e executivo), políticos por natureza, excelência e finalidade, um viés anti-burocratista e tecnocrata que engessa as gestões e mandatos, onde as corporações de servidores de carreira (concursados), não raro, se colocam acima (e contra) dos interesses do poder originário (eleitor), que, afinal, dão causa e finalidade a própria existência do Estado e suas estruturas.

    Mas eu pergunto: Em um poder onde o viés político do acesso a função é quase residual e se restringe a escolha dos juízes, mesmo assim rodeados de vários requisitos e ratificações, qual o sentido de dotar este (ou qualquer outro) tribunal de cargos “de confiança”?????

    Não é o caso de ceifar as comissões pagas a estatutários alçadoas a cargos de chefia, uma vez que maiores responsabilidades implicam em maiores benefícios.

    Porém, como explicar um contratado por livre nomeação que seja totalmente alheio aos quadros da instituição, como acontece, e cria “monstros”, onde alguns nomeados “mandam” mais que os próprios juízes?

    É este o “poder judiciário”, reserva moral que irá salvar o país?

  13. Motta Araujo

    11 de julho de 2014 2:09 pm

    Há uma crise institucional à

    Há uma crise institucional à vista em cada passagem desse cidadão, ele não vai pretender desencarnar do Tribunal, mantendo os assessores de certa forma mantem o controle da máqiona do STF e irá pairar como um sombra em cima da Corte até o fim dos tempos. Cabe ao seus colegas e somente a eles resolverem a questão. Pior ainda será no CNJ onde parece que a transição nem começou pelos mesmos motivos, o Secretario Geral está fazendo cursos nos EUA desde que foi nomeado, o bom é sair do dia a dia e manter o controle do organismo, pelo visto ninguem encara e vão deixar.

  14. Athos

    11 de julho de 2014 2:10 pm

    Ele vendeu canetada.
    Essa
    Ele vendeu canetada.
    Essa história é cortina de fumaça.

    Aliás, ridícula a história.

    1. José X.

      11 de julho de 2014 2:20 pm

      Essa história toda é tão

      Essa história toda é tão absurda que a única explicação razoável é essa mesmo…

  15. JB Costa

    11 de julho de 2014 2:14 pm

    Até na undécima hora o

    Até na undécima hora o prepotente faz confusão. Vai, desocupa a moita, BRABOrsa. 

  16. IV AVATAR

    11 de julho de 2014 2:27 pm

    Louco de jogar pedra

    Até o Sistema Cantareira seca mas não esse poço de ódio e ressentimentos chamado Joaquim Barbosa,  isso nunca acaba. Depois de perder força por não conseguir manter uma série de ilegalidades e abusos de poder, agora vem com esse trem da alegria, já não basta a PEC Barbosa que, se aprovada, membros do Judiciário voltarão a ganhar remuneração acima de 100 mul reais, uma vez que cairá o teto constitucional, esse homem é louco de jogar pedra

  17. Dijalma

    11 de julho de 2014 2:31 pm

    Suguem mais…

    É o “suguem mais um pouco” fazendo escola. Aos poucos o paladino da moralidade vai se desnudando e mostrando a verdadeira face.

  18. Adma Andrade Viegas

    11 de julho de 2014 2:32 pm

    Assim não pode, assim não dá.

    Bem que a mídia se esforça para pintar o cara como herói da moralidade, mas Barbosa não ajuda.

    É tanta confusão que o sujeito apronta que a máscara de herói dos coxinhas  cai com muita facilidade. Quero ver dourarem a pílula agora.

     

  19. Alan Souza

    11 de julho de 2014 2:33 pm

    Tiranete de quartel, perdeu a

    Tiranete de quartel, perdeu a noção do absurdo e o contato com a realidade. Caso pra psiquiatra. Provavelmente vai acabar seus dias falando com postes e dando adeus a fantasmas…

  20. Reinaldo D

    11 de julho de 2014 2:44 pm

    Nosso heroi

    Joaquim Barbosa: o Paladino da Ética, o Salvador da Pátria, o Defensor do Erário.

    1. victor lopes

      11 de julho de 2014 11:19 pm

      Quadrilha!!!!

      Tale qual o Demostenes

       

  21. Mauro Segundo 2

    11 de julho de 2014 2:46 pm

    Há que se reavaliar

    Há que se reavaliar urgentemente os exames psicotécnicos para cargos de policiais, juizes, promotores, etc…

    É cada figura que entre no serviço público….

  22. evandro condé de lima

    11 de julho de 2014 3:05 pm

    Impasse

    O problema é que daria para resolver o impasse: uma vez que cagou, é só sair da moita.

  23. Charles Harnack

    11 de julho de 2014 3:12 pm

    O Lewandowski já trabalhou no

    O Lewandowski já trabalhou no Butantã ? 

  24. Ministro Cãodidato

    11 de julho de 2014 3:23 pm

    Cêis tão falanu de um potencial indicado

    Num governo aécico, digo, aético, facinho ele seria indicado a ministro da (in)Justiça…

    Êita!

  25. Marly

    11 de julho de 2014 4:22 pm

    Doente?

    Às vezes o achamos doente, mas o que vemos agora é que o homem é muito esperto e com isso, cai  a capa de moralidade que tanto prega. Que situação mais estapafúrdia!

  26. Ivan de Union

    11 de julho de 2014 4:23 pm

    Otimo.  Eu avisei que os

    Otimo.  Eu avisei que os juizes teriam que ser loucos pra manter funcionarios de confianca de Barbosa.  Agora Barbosa se assegura que eles realmente sao de confianca dele.  Se assegura que ninguem vai confiar neles.

    O “pedido” de Barbosa eh tipico de alguem que nao entende merda nenhuma de protocolo.

  27. DanielQuireza

    11 de julho de 2014 4:28 pm

    Não faz o menor sentido isso,

    Não faz o menor sentido isso, a matéria não explica nada.

    É muito simples. Só prometerem a ele que os funcionários vão ficar, e, assim que ele sair, é só colocar todos no olha da rua.

    Qual é a lógica ? Cada ministro tem os seus acessores e ponto. Se ele quer continuar com os acessores, tem que pernamecer no tribunal. Na presidencia, de qualquer forma, só fica até novembro.

  28. Fulvia

    11 de julho de 2014 4:50 pm

    É bom que ele apronte cada

    É bom que ele apronte cada vez mais, assim ele suplanta de vez essa estória de se nomear alguém para o supremo por causa de sua negritude, e não pela massa encefálica.  

    Querer manter na marra 46 “funcionários” as expensas da nação é fácil, e cadê o pig tão contrário aos gastos desnecessários com funcionalismo público tá caladinho, caladinho. 

     

  29. Mauricio Salles

    11 de julho de 2014 4:58 pm

    Essa é a verdadeiro vexame brasileiro

    Barbosa 7 X 1 STF.

    Acho que é ora de reformular alguma coisa, não? Ministro de STF tem de ter MANDATO de 4 anos. Ponto final.

    Se não vira isso aí. A nossa Suprema Corte rebaixada à condição de Casa-da-mãe-Joana.

     

     

     

     

  30. Gardenal

    11 de julho de 2014 8:00 pm

    Acho que ele percebeu que

    Acho que ele percebeu que ainda não tinha, à saída, “aliviado” tudo. Voltou para mais uma “obradinha”. 

  31. Galvão

    12 de julho de 2014 12:09 am

    Lewandowski…

    deveria aceitar, e assim que o Cramulhão aposentar, mandar todos pro olho da rua.

  32. Maria Carvalho

    12 de julho de 2014 12:21 am

    RL deveria responder com uma frase de JB:

    “A República (no caso o STF) não pertence nem a Vossa Excelência nem a sua grei” – Joaquim Barbosa, para o advogado do Genoino.

     

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