5 de junho de 2026

União não quer proteção das Forças Nacionais a indígenas do MS

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Jornal GGN – A União recorreu contra decisão de manter policiais da Força Nacional de Segurança para proteger indígenas na Fazenda Santa Helena, em Caarapó, a 270 km ao sul de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O pedido do Ministério Público de policiamento preventivo foi acatado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3).

Segundo o MPF, “é notório o embate existente nesta região de Dourados entre a polícia local (civil e militar) e indígenas”, e que tornava necessárias as forças federais. Do outro lado, a União alegou que a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança não têm essa atribuição.

Mato Grosso do Sul é o estado que tem a segunda maior população indígena do país: cerca de 70 mil pessoas. Em contrapartida, apenas 0,2% das terras são indígenas. O estado que tem economia de base agropecuária, acumula 1,1 milhão de hectares de lavouras de soja e 425 mil de cana – correspondendo a, respectivamente, 10 e 30 vezes mais que a soma de todas as áreas ocupadas por índios. É lá que também existem os maiores índices de suicídio e violência contra essa população.

A Fazenda Santa Helena já era reivindicada como terra indígena. Mas a ocupação de 200 pessoas da comunidade Tey Kuê só ocorreu, de fato, depois do assassinado a tiros de um deles, o adolescente Denílson Barbosa, de 15 anos, enquanto pescava no interior da propriedade.

A Justiça da 1ª instância considerou que a intervenção das forças nacionais poderia “resguardar a integridade física e psicológica de índios e não índios na área em conflito”. Mas a União recorre da decisão.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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5 Comentários
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  1. Al Lima

    10 de julho de 2014 8:38 pm

    A Polícia Federal desse


    A Polícia Federal desse governo virou milícia do agronegócio. Matando índios e apoiando o latifúndio. Lamentável.

  2. fabio GM

    10 de julho de 2014 10:52 pm

    Tempo

    Daqui a pouco morrem uns 2 ou 3 indios, a PIG diz que o governo não faz nada, e ai rapidinho volta a força nacional rapidinho.

    Com este tipo de ação do governo não tem do que se reclamar quando os jornais publicam materias prejudiciais.

  3. Franklin Caetano de Freitas

    11 de julho de 2014 12:02 am

    A Força Nacional deve permanecer.

    Moro em Dourados MS, a verdade é que nenhuma policia quer atuar nas aldeias. Os índios vivem espremidos nas periferias das cidades do MS. Ocorre isso aqui em Dourados e em várias cidades do interior do MS. Os indios não temem armas de fogo, muitos bebem com frequência, por isso o alto número de assassinatos nas aldeias.  Já ouvi de um amigo que é PM, que teve de  fugir de uma aldeia de uma cidade da região devido aos indios ameaçarem eles de morte. Eram muitos indios com facões e apenas dois policiais. Disse que se atirassem estavam mortos, se vivessem estavam ferrados por atirarem em indios. O negócio era fugir. É uma tragédia difícil de resolver. As terras dos indios foram tomadas, por grileiros e pelo governo e hoje eles estão nessa situação. Talves por isso alguns bebam tanto. A Força Nacional e a PF devem permanecer na região, possuem mais logística para atuarem nas aldeias e os indios respeitam mais. Para resolver o problema definitivamente vai ser preciso muita negociação e dinheiro para comprar as terra legais e talves as ilegais, que devido o tempo fique difícil comprovar a grilagem.

  4. véio zuza

    11 de julho de 2014 2:04 pm

    Muito bem. Pena que não

    Muito bem. Pena que não protegeram os colonos trucidados pelos índios no RS, que teriam sido mortos a pauladas há pouco tempo… os índios teriam condicionado a continuidade de qualquer conversa à liberação dos seus “líderes”… o ministro da injustiça se escondeu….

  5. Mauricio Salles

    11 de julho de 2014 5:09 pm

    Uai, por que não publicaram meu comentário?

    O que está havendo? Só por que meu comentário era uma critica ao PT, Lula e Dilma na questão indigena vc não me publicou, Nassif? Não posso crer nisso. Deve ser algum problema técnico. 

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