A elite brasileira e a extrema-direita não possuem complexo de vira-lata – pelo contrário, o que lhes falta é o conceito de nação. A afirmação é do médico e diretor da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL), Sami El Jundi.
“Eles (elite e políticos extremistas) são traidores. Inclusive aqueles que se apresentaram como patriotas, entregando a segurança do país, os interesses do país, tentando rifar tudo o que podiam o mais rápido possível. Vender relógio rolex no mercado paralelo em Miami é fichinha para essa gente que está acostumada a vender país”, pontuou o diretor da Fepal.
Jundi foi o entrevistado do jornalista Luis Nassif no programa 20 horas, transmitido pela TV GGN, onde discutiram a crise diplomática entre Brasil e Israel após a fala do presidente Lula em solidariedade ao genocídio que já dizimou mais de 30 mil palestinos em Gaza.
Para o diretor da Fepal, a bancada do Boi, da Bala e da Bíblia tem uma atitude de submissão à direita e paralelamente se entrelaçam em relações com nazistas, como é o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro que se encontrou com neonazistas, ou o ex-secretário de Cultura de Bolsonaro, Roberto Alvim, que em 2020 fez um discurso citando uma frase de Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista.
“É um setor que não está preocupado com o Brasil. É um setor que está preocupado com seus proprios interesses, com o mercado, do qual mordem uma fatia significativa da área de segurança, de software espião, de armamento, armamento que foi comprado por Goiás de Israel para equipar as suas polícias. Então essas três bancadas são três grupos que tem bem claro seus interesses, nenhum deles passa por uma nação altiva, forte, posicionada estrategicamente no mundo e capaz de imprimir interesses nacionais.
Sami El Jundi, diretor da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL)
Jundi cita ainda a inteligência do país, como os escândalos de espionagem e compra de softwares israelenses efetuados pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência), e afirma que o presidente Lula tem um “abacaxi nas mãos”, que é a reconstrução todo o serviço de inteligência do Brasil.
“O serviço de inteligência mal ou bem vinha estruturado desde a Ditadura (1964-1985) e vinha-se tentando fazer com que ele servisse efetivamente os interesses democráticos nacionais, mas eu tenho minhas dúvidas se ele é recuperável depois desse nível de contaminação”, afirma Jundi.
Assista a entrevista completa em no canal da TVGGN. Clique no link abaixo:
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