Uma delegação israelense estava programada para chegar à capital do Egito neste domingo para retomar conversas sobre um cessar-fogo na guerra em andamento na Faixa de Gaza, além da libertação de reféns.
Como lembra o jornal The New York Times, uma retomada das conversações acontece em meio ao final do sexto mês da guerra travada entre Israel e o Hamas, onde mais de 32 mil palestinos foram mortos e as negociações para libertar os reféns foram paralisadas.
Neste sábado, o diretor da OMS Tedros Adhanom Ghebreyesus destacou que apenas 10 hospitais estão “minimamente funcionais” em toda a região de Gaza, enquanto cerca de 9 mil pessoas precisam ser retiradas da região para receberem tratamento médico.
Na última segunda-feira, o Hamas afirmou que rejeitou uma contraproposta israelense. As negociações estão em meio a um impasse quanto ao retorno daqueles que foram obrigados a fugir de Gaza, a permanência de qualquer cessar-fogo e a retirada israelita, entre outros pontos.
Um alto funcionário do Hamas chegou a afirmar em entrevista que Israel se recusava a permitir que os palestinos voltassem para a região norte, e que essa volta só poderia ser feita sob “condições estritas e alguns de cada vez”.
Atualmente, muitos palestinos estão em campos de refugiados e abrigos nas regiões sul e central de Gaza, e aguardam para voltar às suas casas, mas os soldados israelenses barram esse regresso.
Egito, Catar e Estados Unidos exerceram o papel de mediação em outras rodadas de negociações, com os países árabes atuando como intermediários entre os líderes do Hamas. Contudo, até agora não se chegou a um acordo viável.
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