4 de junho de 2026

Tarifa para o aço “fortalece indústria e preserva emprego”, diz Alckmin

Vice-presidente e ministro diz que medida para reduzir importações fortalece setor importante e que está com grande ociosidade
Geraldo Alckimin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Foto: Gabriel Lemes

As medidas tomadas pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) para reduzir as importações brasileiras de aço fortalecem um setor importante e que está com grande ociosidade.

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A afirmação é do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckimin, destacando que foi uma medida “de preservação do emprego, de estímulo a novos investimentos e modernização, mas extremamente cuidadosa”.

O Gecex/Camex decidiu nesta terça-feira aumentar para 25% o imposto de importação de 11 NCMs de aço, ao mesmo tempo em que estabeleceu cotas de volume de importação para esses produtos – que a tarifa só sofrerá aumento quanto as cotas forem ultrapassadas. Serão avaliados, ainda, outras quatro NCMs que poderão receber o mesmo tratamento.

A medida é válida por 12 meses e será monitorada pelo MDIC, atende parcialmente aos pleitos da indústria do aço, sob análise da Camex desde o final de 2023.

De acordo com o MDIC, o estabelecimento de cotas busca reduzir os impactos inflacionários nos setores que usam o aço em sua cadeia produtiva – como construção civil, automóveis, bens de capital e eletroeletrônicos.

Critérios para escolha dos produtos

A Camex avaliava pedidos de aumento das tarifas de importação para 31 códigos tarifários do aço (NCMs) desde o final do ano passado.

Após estudos das equipes técnicas, foi concedida a majoração às NCMs cujo volume de compras externas, em 2023, superou em 30% da média das compras ocorridas entre 2020 e 2022.

Dentro desse critério, a elevação alcançaria 15 das 31 NCMs, mas quatro delas permanecem em pauta parta análises adicionais.

Ao mesmo tempo, o estabelecimento das cotas seguiu a mesma lógica: média das importações daqueles três anos, mais 30%.

Segundo Alckmin, a avaliação “é que vamos ficar em grande parte dentro das cotas, sem alteração tarifária; menos o que extrapolar os 30%, aí sim aplica a nova alíquota”.

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O vice-presidente e ministro também destacou outras deliberações da reunião do Gecex, como a extensão do Proex Financiamento para o pré-embarque, ou seja, na etapa produção de bens e serviços que serão exportados – um processo que ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Outro ponto foi a redução a zero das tarifas de importação de 225 NCMs máquinas bens de capital e de 19 bens de Tecnologia da Informação, em todos os casos relativos a produtos sem similar nacional.

Alckmin também comentou a aprovação do PL da Depreciação Acelerada na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE). “Há expectativa que [a matéria] possa voltar ainda esta semana no plenário”, disse.

“É um projeto que vem ao encontro da neoindustrialização, ajuda a renovar máquinas e equipamentos, a modernizar o parque industrial e melhorar a produtividade”, destacou.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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