Novo temporais devem voltar atingir o Rio Grande do Sul a partir desta sexta-feira (10). Previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para chuvas intensas no centro-leste e nordeste do estado. De acordo com o instituto, os acumulados de chuva entre hoje e segunda-feira (13) devem superar os 150 milímetros em boa parte do RS.
Com isso, foi emitido alerta de “perigo” para cidades do norte do estado, incluindo a capital Porto Alegre e as cidades de Canoas, Caxias do Sul, Santa Maria e Passo Fundo. Nesses locais, as chuvas podem superar os 100 milímetros por dia, com ventos de até 100 km/h.
Já as demais regiões do estado estão sob o alerta de “perigo potencial”, onde são esperadas chuvas de até 50 milímetros por dia, com ventos de até 60 km/h.
Em nota técnica, o Inmet, em conjunto com Centro Nacional de Monitoramento de Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), destaca os riscos geo-hodrológicos para o estado, como deslizamentos de terra, desabamentos, inundações, alagamentos de áreas rebaixadas e extravasamento de rios e canais
Guaíba
A previsão de novos temporais chama atenção, principalmente, para a região metropolitana de Porto Alegre, já bastante atingida pelas enchentes e onde se encontram as principais bacias de captação do rio Guaíba, que já apresenta níveis muito elevados.
Nas últimas horas, o nível do rio desceu para 4,74 metros, segundo medição feita às 6h15 de hoje. Mas, ainda assim, o nível segue mais de 2 metros acima da cota de inundação, que é 3 metros.
Com a previsão de novos temporais, a situação pode piorar. “A volta da chuva para a região metropolitana e norte do Rio Grande do Sul pode aumentar o volume de água que chega nesse rio”, alertou o Inmet.
Atingidos
De acordo com o último boletim da Defesa Civil, emitido às 9h desta sexta, subiu para 113 o número de mortos pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Além disso, há 146 desaparecidos e 756 pessoas feridas.
Segundo o informe, as fortes chuvas já afetaram 1.916.070 de pessoas em 435 municípios do estado, o que corresponde a 89% das 497 cidades gaúchas.
Além disso, mais 406 mil pessoas tiveram que deixar suas casas. Desse total, 69.617 estão em abrigos e 337.116 mil estão desalojadas, ou seja, hospedadas nas casas de familiares ou amigos.
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