O fenômeno El Niño, que juntamente com o aquecimento global impulsionou recordes de temperaturas em 2023 e 2024, está próximo de terminar. Os efeitos das mudanças climáticas, contudo, continuam e terá início o La Niña, quando o resfriamento das temperaturas atingem o Oceano Pacífico, com ventos e precipitações.
Na prática, o calor será trocado por chuvas abundantes em países que iniciam agora o verão, como Europa, América do Norte e Central, além de possivelmente o aumento dos furacões em meio às tempestades tropicais.
O aviso foi dado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), nesta segunda-feira (03). “O que se pode esperar é, de fato, efeitos opostos aos ligados ao El Niño. Chuvas abundantes agora no verão, porque esta é a estação de chuvas nesta região, mas também nas Caraíbas e na América Central”, afirmou o climatologista Álvaro Silva à agência de notícias da ONU.
“E isto acaba por estar relacionado com a época dos furacões, que foi recentemente dada uma previsão que esta época seja acima do normal, em termos de atividades de tempestades tropicais. Isto está geralmente ligado com o fenômeno La Niña que em geral favorece que tal aconteça. Mas também na região de aquecimento da água do mar continua com valores recordes”, completou.
O esperado é que o efeito La Niña apresente impactos opostos ao El Niño. Mas, segundo o organismo, eventos climáticos relacionados às altas temperaturas podem e devem ocorrer devido ao aquecimento global, de interferência humana.
Foi o que ressaltou o vice-secretário-geral da agência da ONU, Ko Barrett: “o planeta continuará a aquecer devido aos gases de efeito estufa que retêm o calor”, alertou.
Diante disso, a OMM não consegue estabelecer padrões quanto à força ou duração dos eventos El Niño e La Niña. O último atingiu o ápice em dezembro de 2023. Geralmente, eventos fortes de um significam que o outro evento, o La Niña que começará em breve, virão com maior força.
Com informações da UN News.
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