22 de julho de 2026

Os desafios da gestão Magda Chambriard na Petrobras segundo o Ineep

Entre os desafios listados pelo instituto, está o avanço na integração vertical e a retomada do caráter público da estatal
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O equilíbrio dos interesses de curto prazo dos acionistas minoritários e da sustentabilidade financeira e operacional no longo é um dos diversos desafios que a nova gestão da Petrobras, sob o comando da presidente Magda Chambriard, terá de enfrentar.

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“A gestão de Jean Paul Prates trouxe avanços significativos na reorientação da companhia, mas sua gestão seguiu constrangida pela preservação da rentabilidade de curto prazo e não foi suficiente para restaurar o papel estratégico que a Petrobras deve desempenhar no desenvolvimento do Brasil”, diz o Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Veja os pontos listados pelo Ineep que poderiam ser acompanhados pela nova gestão da estatal de forma prioritária:

  • Retomar uma política de recuperação das reservas a longo prazo, explorando novas fronteiras como a Margem Equatorial e outras áreas onshore no nordeste brasileiro e bacias offshore de Pelotas e Margem Leste;
  • Expandir a capacidade e eficiência do parque de refino nacional para reduzir a dependência da importação de derivados e a exposição à volatilidade internacional dos preços, incluindo, no médio prazo, a estruturação para produção de combustíveis sintéticos;
  • Ampliar a infraestrutura de escoamento de gás natural no país, fundamental para a descarbonização do parque industrial brasileiro;
  • Retomar uma política industrial ativa de conteúdo local, dinamizando setores estratégicos da cadeia de óleo e gás, como a indústria naval e logística;
  • Definir uma estratégia ambiciosa e transparente para a Petrobras na promoção da descarbonização da matriz energética nacional e na transição energética, investindo em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono, levando em conta as potencialidades brasileiras e a busca do desenvolvimento nacional e regional.

O Ineep destaca que as empresas públicas precisam ser “centrais” dentro do projeto de neoindustrialização do país, transformando o atual quadro climático global “em uma oportunidade para gerar empregos de qualidade no país”.

“É essencial que a Petrobras retome seu caráter público, avance na integração vertical e seja um agente da transição energética justa no país, valorizando as forças produtivas nacionais e promovendo um projeto de desenvolvimento nacional soberano nas áreas industrial, tecnológica e energética”, destaca a instituição.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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