A deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP), de 89 anos, passou mal e foi hospitalizada, nesta quarta-feira (5), após participar de uma sessão na Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial (CDH) da Câmara, palco de forte violência política praticada por parlamentares da extrema-direita, segundo colegas da psolista.
O quadro de saúde de Erundina
Erundina teve falta de ar, depois de discursar na CDH sobre um Projeto de Lei (PL) 1156/2021, alvo de ataques políticos de deputados da oposição, porque propõe a responsabilidade do Estado brasileiro de identificar publicamente lugares de repressão política utilizados por agentes da ditadura militar, entre 1964 e 1985.
A deputada foi atendida pelos médicos da Casa e, posteriormente, encaminhada ao Hospital Sírio Libanês de Brasília. Segundo a assessoria de Erundina, seu quadro de saúde é “estável”, mas devido a necessidade de cuidados ela está na unidade de terapia intensiva (UTI). O hospital ainda não divulgou boletim médico.
Em meio a situação de saúde Erundina, a sessão da CDH foi suspensa. Mais tarde, após mais informações sobre a parlamentar, a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e demais membros da bancada feminina pediram que a sessão fosse encerrada e a solicitação foi acatada pela mesa diretora.
Uso indiscriminado da violência
Nas redes sociais, políticos denunciaram o aumento da tensão entre parlamentares e grupos políticos na Câmara nos últimos dias. Segundo relato da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), Erundina foi parar na UTI “após duas horas de puro caos causado pelos bolsonaristas na Comissão de Direitos Humanos”.
De acordo com ela, ainda ontem, o deputado Rogério Correia (PT-MG) “foi agredido fisicamente por bolsonaristas, teve suas calças rasgadas e está com hematomas na perna”. Além disso, a deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) “foi agredida pela Deputada Bolsonarista Coronel Fernanda que usou do assassinato brutal de seu irmão, Diego Bomfim, para atacá-la”
Nas redes, Sâmia inclusive questionou: “até onde será permitido o uso indiscriminado da violência como forma de fazer política dentro do parlamento brasileiro? Só nesta semana foram inúmeros os casos inaceitáveis, todos tratados com vistas grossas pelo presidente Arthur Lira. A segurança e saúde de parlamentares precisam ser resguardadas. Os bolsonaristas não podem normalizar a baixaria e a violência! Nós não iremos admitir”, escreveu.
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) também se manifestou e afirmou que “não é mais possível que este clima explosivo seja tolerado no parlamento brasileiro. Este comportamento é um ataque frontal à divergência de ideias e à própria democracia”.
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Marcio Rodrigues
6 de junho de 2024 10:49 amO fascista se vangloria de sê-lo.
O ignoro não sabe o significado!