10 de junho de 2026

Em meio a violência política da extrema-direita na Câmara, Erundina passa mal e é internada na UTI

O quadro de saúde de Erundina é “estável”. Nas redes sociais, parlamentares denunciam o aumento da tensão na Câmara nos últimos dias
Deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP) em sessão na Câmara dos Deputados. | Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP), de 89 anos, passou mal e foi hospitalizada, nesta quarta-feira (5), após participar de uma sessão na Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial (CDH) da Câmara, palco de forte violência política praticada por parlamentares da extrema-direita, segundo colegas da psolista.

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O quadro de saúde de Erundina

Erundina teve falta de ar, depois de discursar na CDH sobre um Projeto de Lei (PL) 1156/2021, alvo de ataques políticos de deputados da oposição, porque propõe a responsabilidade do Estado brasileiro de identificar publicamente lugares de repressão política utilizados por agentes da ditadura militar, entre 1964 e 1985.

A deputada foi atendida pelos médicos da Casa e, posteriormente, encaminhada ao Hospital Sírio Libanês de Brasília. Segundo a assessoria de Erundina, seu quadro de saúde é “estável”, mas devido a necessidade de cuidados ela está na unidade de terapia intensiva (UTI). O hospital ainda não divulgou boletim médico.

Em meio a situação de saúde Erundina, a sessão da CDH foi suspensa. Mais tarde, após mais informações sobre a parlamentar, a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e demais membros da bancada feminina pediram que a sessão fosse encerrada e a solicitação foi acatada pela mesa diretora.

Uso indiscriminado da violência

Nas redes sociais, políticos denunciaram o aumento da tensão entre parlamentares e grupos políticos na Câmara nos últimos dias. Segundo relato da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), Erundina foi parar na UTI “após duas horas de puro caos causado pelos bolsonaristas na Comissão de Direitos Humanos”.

De acordo com ela, ainda ontem, o deputado Rogério Correia (PT-MG) “foi agredido fisicamente por bolsonaristas, teve suas calças rasgadas e está com hematomas na perna”. Além disso, a deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) “foi agredida pela Deputada Bolsonarista Coronel Fernanda que usou do assassinato brutal de seu irmão, Diego Bomfim, para atacá-la

Nas redes, Sâmia inclusive questionou: “até onde será permitido o uso indiscriminado da violência como forma de fazer política dentro do parlamento brasileiro? Só nesta semana foram inúmeros os casos inaceitáveis, todos tratados com vistas grossas pelo presidente Arthur Lira. A segurança e saúde de parlamentares precisam ser resguardadas. Os bolsonaristas não podem normalizar a baixaria e a violência! Nós não iremos admitir”, escreveu.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) também se manifestou e afirmou que “não é mais possível que este clima explosivo seja tolerado no parlamento brasileiro. Este comportamento é um ataque frontal à divergência de ideias e à própria democracia”.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Marcio Rodrigues

    6 de junho de 2024 10:49 am

    O fascista se vangloria de sê-lo.
    O ignoro não sabe o significado!

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