10 de junho de 2026

Atentados políticos na história, por Luís Nassif

Mussolini foi alvo de um falso atentado, usado posteriormente para endurecer o regime fascista e aumentar a repressão contra a oposição
Crédito: Autor desconhecido

Tentativas de assassinatos ajudaram a impulsionar a carreira de muitos políticos – em geral, de direita.

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O caso mais conhecido é o de Benito Mussolini, o líder fascista da Itália. Em 1925, Mussolini foi alvo de um falso atentado em Milão, quando participava de uma marcha fascista. 

Gino Lucrettia jogou uma bomba em direção ao carro de Mussolini, mas errou o alvo. O incidente foi explorado pela mídia e serviu de motivo para um endurecimento do regime e para repressão contra a oposição.

Mais tarde, descobriu-se que Lucretia era um anarquista, coagido a realizar o atentado por agentes do próprio Mussolini.

Em 1981, o presidente norte-americano Ronaldo Reagan foi alvo de um atentado em Washington, praticado por John Hinckley Jr. O atentado também gerou grande comoção, contribuindo para aumentar a popularidade de Reagan e garantir a reeleição de 1984.

Agora é a vez de Donald Trump sofrer um atentado que causou um ferimento superficial em sua orelha. O autor foi supostamente um jovem de 20 anos, ligado ao Partido Republicano, e morto em seguida.

Seria difícil simular um atentado em que a bala, com uma precisão milimétrica, apenas raspasse a orelha da vítima. 

Já o assassinato de John Kennedy, 35° presidente dos Estados Unidos, foi cercado de mistérios. O assassinato, Lee Harvey Oswald, supostamente agiu sozinho e dois dias depois foi assassinado por Jack Ruby, dono de uma boate local, e com ligações com a máfia, sugerindo uma conspiração muito mais ampla.

Até hoje há dúvidas sobre os resultados da Comissão Warren, constituída para apurar o crime. E também sobre as motivações e a habilidade com armas de Lee Oswald.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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5 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    14 de julho de 2024 3:08 pm

    Trump cruzou o Rubicão. Ele vai utilizar esse atentado para radicalizar ainda mais os nóias gringos e isso resultará numa verdadeira tragédia. A julgar pelo documentáro da DW a violência política será muito maior e muito mais letal do que foi no Brasil. Esse documentário, aliás, merece ser comentado por alguém do Jornal GGN.
    https://www.youtube.com/watch?v=3W-rUY0nDxo

    1. Paulo Dantas

      14 de julho de 2024 7:17 pm

      Eu imagino o que poderia estar ocorrendo se Trump fosse assassinado.

      Os EUA talvez estivessem no caos.

  2. Naldo

    15 de julho de 2024 12:09 am

    Assistam também o filme Bob Roberts do Tim Robbins, está tudo lá, bem explicado

  3. José de Almeida Bispo

    15 de julho de 2024 8:56 am

    Em 450 a.C (c. de), Peisistrarus tentou um golpe na pré-democracia ateniense.
    Foi expulso.
    Retornou com uma armação circense, onde uma falsa Palas Athena ordenou seu reingresso. Foi expulso de novo.
    Aí ele juntou muito dinheiro e deu o golpe final.
    É que os motivos para o advento da tirania em Atenas não haviam cessado; em que pese a vigilância da aristocracia ateniense.
    Tiranos e tiranóides sempre estarão à espreita, se mostrando como resolve dores, para seduzir as multidões ignaras.

  4. Carioca

    15 de julho de 2024 11:28 am

    Teoria conspiratória ou não chama atenção um atirador estar, informações da midia, a 120m do palanque, terraço descoberto, um cara na arquibancada ficar gritando “o cara tá com um fuzil ali”, e os trocentos/lhares de agentes do combinado CIA-FBI-Serviço Secreto-Guarda Civil da Prefeitura Local não preverem que é pouca distancia para alguem se posicionar, portando um AR-15, se deitar, armar a espingarda e atirar ?
    E o mundo desde a idade das cavernas é doutrinado que nada escapa aos caras do serviço secreto americano.

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