5 de junho de 2026

Gravação de poema de Vallejo por Che Guevara

Enviado por Jair Fonseca
 
Che Guevara, para se despedir da mulher, gravou (belissimamente bem) o poema “Los Heraldos Negros”, de Cesar Vallejo. O poeta peruano é provavelmente o maior de língua espanhola do século XX. Mas é pouco conhecido, infelizmente. Los Heraldos negros foi o primeiro livro publicado por Vallejo, em 1918. Imagens do doc Che, un hombre nuevo, de Tristán Bauer. 
 
https://www.youtube.com/watch?v=gjTPSdlldKQ width:639 height:390

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

6 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Assis Ribeiro

    18 de maio de 2014 12:10 pm

    Sensacional.

    Sensacional.

  2. Zanchetta

    18 de maio de 2014 1:03 pm

    Ele costumava recitar isto,

    Ele costumava recitar isto, enquanto executava uns e outros…

  3. Maira Vasconcelos

    18 de maio de 2014 1:23 pm

    Discordo sobre ser C. Vallejo o maior..

    do século XX, em lingua espanhola, está excelente sua poesia, claro. Mas Nicanor Parra é criador do antipoema, fico com Nicanor. Deve existir uma diferença de idade aí; o Nicanor é vivo, e mora ainda no Chile. Além do mais, a argentina Alfonsina Storni é do século XX, e também a considero muito mais rica que Vallejo.

    1. Jair Fonseca

      18 de maio de 2014 2:33 pm

      Claro que isso de ser “o

      Claro que isso de ser “o maior” varia de acordo com os pontos de vista. César Vallejo viveu apenas 40 anos, e deixou poucos livros. Mas sua poesia é extraordinária justamente por sua concentração de imagens e sons macerados pela angústia social e existencial, em ritmo e significado enigmáticos. Não teve a popularidade e o reconhecimento de um Neruda e sua poesia caudolosa, ou mesmo desses citados por você, nem o de um Lorca, que também esteve na guerra civil espanhola, como Vallejo. A poesia de Vallejo nos deixa tão atônitos que certamente ainda será reconhecida em outros tempos que virão.

      Excelente sítio, com informações e muitos poemas de Vallejo, traduzidos e no original: 

      http://www.antoniomiranda.com.br/iberoamerica/peru/cesar_vallejo.html

       

      1. Maira Vasconcelos

        19 de maio de 2014 2:34 am

        Claro, os pontos das vistas.

        Ele é enormidade mesmo. São muitos os grandes da poesia de lingua espanhola. Sabe que não tenho um só livro do Neruda? Viva Nicanor! E olha os pontos das vistas, de novo. Acabei pegando o livro que tenho do Vallejo, e li alguns versos com esse ponto-maior da sua vista, e o vi maior realmente, naquele momento. Mas continuo com os meus pontos, se é que se entende.  

  4. Jair Fonseca

    18 de maio de 2014 1:54 pm

    Os arautos negros

    Há golpes na vida tão fortes… Eu nem sei!

    Golpes como do ódio de Deus; como se ante eles

    a ressaca de quanto foi sofrido

    se empoçara na alma… Eu nem sei!

     

    São poucos, porém são… Abrem sulcos escuros

    no rosto mais fero e no lombo mais forte.

    Serão talvez os potros de bárbaros átilas;

    ou os arautos negros que nos manda a Morte.

     

    São as caídas fundas dos Cristos da alma,

    de alguma fé adorável que o Destino blasfema.

    Esses golpes sangrentos são as crepitações

    de algum pão que na porta do forno se queima.

     

    E o homem… Pobre… pobre! Volve os olhos, como

    quando por sobre os ombros nos chama uma palmada;

    volve os olhos loucos, e todo o vivido

    se empoça, como charco de culpa, na mirada.

     

    Há golpes na vida tão fortes… Eu nem sei!

       Tradução de Fernando Vianna

Recomendados para você

Recomendados