10 de junho de 2026

Indústria chinesa da energia limpa é vista como desafio ocidental

China domina cadeia de fornecimento tecnológico; para lidar com a questão, EUA e Europa adotam estratégias claramente protecionistas
Foto de Sungrow EMEA na Unsplash

Os Estados e a Europa correm para reduzir a influência chinesa no mercado tecnológico de energias limpas por meio de estratégias claramente protecionistas, como o aumento de tarifas de importação e subsídio à indústria local.

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Reportagem da CNN destaca o desafio ocidental para lidar com o domínio chinês nas cadeias de fornecimento de energia limpa, um enigma que avança conforme se aproxima o prazo para atingir metas climáticas importantes – ao mesmo tempo em que os países tentam proteger suas indústrias e empregos das importações de menor custo.

Dados da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) colocam a China na liderança da corrida da tecnologia limpa: apenas em 2023, o país respondeu por três quartos do investimento global no setor, pouco abaixo dos 85% vistos em 2022.

A expectativa é que a China invista US$ 676 bilhões em energia limpa apenas em 2024, por conta da forte demanda por painéis solares, baterias de lítio e carros elétricos. Esse montante é mais do que o dobro do projetado pelos Estados Unidos (US$ 315 bilhões) e bem acima do montante a ser aplicado pela União Europeia (US$ 370 bilhões).

Diante disso, o Ocidente vive uma situação dúbia: sem a tecnologia industrial chinesa, a redução da poluição pode levar mais tempo para ocorrer e, por consequência, aumentar os custos de empresas e consumidores.

Porém, existe a necessidade de não se depender apenas de um único fornecedor – assim como aconteceu com a Europa e a Rússia no fornecimento de gás – e buscar as recompensas geradas pelo desenvolvimento de suas próprias tecnologias.

E justamente a competição pelo desenvolvimento de energias ecologicamente corretas tem aumentado as tensões entre a China, os Estados Unidos e a União Europeia: o Ocidente decidiu adotar uma postura mais rigorosa com relação ao país oriental, aumentando não apenas as tarifas sobre os veículos elétricos do país, mas também sobre baterias, painéis solares e minerais.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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