Uma greve nacional tem lugar em Israel nesta segunda-feira, intensificando a pressão sobre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu por um cessar-fogo imedidato e um acordo de troca de prisioneiros.
A Organização Geral dos Trabalhadores, Histadrut, iniciou a greve para amplificar o clamor público pela libertação dos reféns mantidos em Gaza. Segundo a emissora pública de Israel, KAN, a greve se espalhou rapidamente pelo país após protestos massivos ocorridos na noite anterior.
Estima-se que quase 770 mil israelenses foram às ruas em cidades como Tel Aviv, exigindo ação imediata do governo.
A greve afetou também o principal centro de transporte do país, o Aeroporto Internacional Ben-Gurion, onde os voos foram suspensos por duas horas na manhã desta segunda-feira. O fechamento, das 8h às 10h (horário local), pode ter impactos nas viagens ao longo da semana. Autoridades da aviação alertaram que mesmo um breve fechamento pode interromper os horários dos voos por até 72 horas.
A ofensiva israelense na Faixa de Gaza já matou mais de 40.700 palestinos, a maioria mulheres e crianças, e feriu mais de 94.100, de acordo com as autoridades de saúde locais.
Um bloqueio contínuo promovido por Israel levou a uma grave escassez de alimentos, água potável e medicamentos, deixando grande parte da região em ruínas.
Israel enfrenta acusações de genocídio no Tribunal Internacional de Justiça, que ordenou a suspensão das operações militares na cidade de Rafah, no sul do país, onde mais de um milhão de palestinos buscaram refúgio antes da área ser invadida em 6 de maio.
Com informações da WaFa News Agency
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