10 de junho de 2026

Silvio Almeida é demitido do Ministério dos Direitos Humanos

Decisão foi tomada pelo presidente Lula no início da noite após denúncias de assédio envolvendo o agora ex-ministro
Foto: Filipe Araújo/MINC

Silvio Almeida não é mais o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania. A decisão foi tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (06/09) após as diversas denúncias de assédio contra o jurista.

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Segundo nota oficial divulgada pelo Palácio do Planalto, a decisão foi tomada após a convocação de Almeida para uma reunião com o presidente.

“O presidente considera insustentável a manutenção do ministro no cargo considerando a natureza das acusações de assédio sexual”, diz a nota oficial.

“O Governo Federal reitera seu compromisso com os Direitos Humanos e reafirma que nenhuma forma de violência contra as mulheres será tolerada”, disse o governo.

Lula tinha sinalizado tal posicionamento na manhã desta sexta, em entrevista realizada em Goiânia. Na ocasião, o presidente destacou que não era possível a continuidade de Almeida no governo.

“Alguém que pratica assédio não vai ficar no governo. Eu só tenho que ter o bom senso de que é preciso que a gente permita o direito à defesa, à presunção de inocência. Ele tem o direito de se defender”, disse Lula. 

“Vamos ter que apurar corretamente, mas eu acho que não é possível a continuidade no governo porque o governo não vai fazer jus ao seu discurso, à defesa das mulheres, inclusive dos direitos humanos, com alguém que esteja sendo acusado de assédio”, pontuou o presidente.

A Polícia Federal abriu de ofício um protocolo inicial de investigação sobre o caso. A Comissão de Ética Pública da Presidência da República também abriu procedimento preliminar para esclarecer os fatos. Almeida repudia as acusações.

A organização Me Too Brasil, que atua no acolhimento de vítimas de violência sexual, confirmou nesta quinta-feira (5) que recebeu diversas denúncias de assédio sexual contra Silvio Almeida, mas que as vítimas pediram anonimato.

Nesta sexta-feira, o jornalista Guilherme Amado, do portal Metrópoles, disse durante o programa ICL Notícias, na manhã desta sexta-feira (6), que revelou uma “parte bem pequena” dos supostos casos de assédio sexual revelados contra o agora ex-ministro.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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7 Comentários
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  1. DOUGLAS BARRETO DA MATA

    6 de setembro de 2024 8:18 pm

    Se condenado, vejam bem, se condenado, esse senhor deveria levar uma “surra de criar bicho”, como se dizia no passado.

    E depois, um banho de sal grosso.

    Não há pena que resolva essa questão… não há!

    Ele se colocou como uma referência em uma área sensível, e jogou a legitimidade do governo na lama, em um momento de combate com o fascismo.

    Inimaginável.

    Certo estava Che.

    Cabra safado. Ignóbil.

    Deve ser processado e preso por todas as condutas, e se tudo der certo, vai ficar uns 15 anos “namorando” na cadeia.

  2. José de Almeida Bispo

    6 de setembro de 2024 10:12 pm

    Alguém num governo de esquerda que comete crimes ou é um burro quadrado ou é um traidor. A coisa que mais a direitalha sabe é ser eficiente em soprar forte onde existe o mais leve traço de fogo para ver ele se tornar incontrolável enquanto oferece – só oferece – água.
    Alguém da esquerda ou a ela ligado que foi pego fazendo infração, repito, ou é burro ou traidor. Quero acreditar que o ministro não seja nenhum dos dois; mas tá parecendo que no mínimo caiu de maduro em alguma armação.

  3. Fábio de Oliveira Ribeiro

    7 de setembro de 2024 7:26 am

    Silvio de Almeida desperdiçou uma oportunidade que pouquíssimas pessoas tiveram e que algumas nunca terão. Lamentável.

  4. WWagner Indigo

    7 de setembro de 2024 7:40 am

    Silvio Almeida , também tem direito à ampla defesa .
    Mas o que fica claro neste episódio , é a baderna em que se transformou
    o Governo .
    A desordem é tamanha , que mesmo depois da PF ter tomado conhecimento
    dos fatos , isso antes do estouro , nada foi feito . O escândalo tomou
    uma dimensão que fugiu do controle , mostrando o amadorismo .
    A Primeira Dama tomou a dianteira , antes do Presidente , PF e demais
    autoridades , que em tese seriam as soberanos .
    Mas qual , ela acusou o réu e abençoou a vítima , antes do réu se defender.
    Ficou claro que , a briga espaço , e principalmente de egos , tomou uma
    dimensão , que pode ser fatal .

  5. Jossimar

    7 de setembro de 2024 8:19 am

    a tal me too diz que tem várias denúncias e que as denunciantes pediram anonimato.
    Tenho 100% de certeza de que é mentira.
    Esse negócio de “pressionou minhas partes intimas” é estranho. Em uma mesa com várias pessoas e ninguém percebeu nada? Como isso é possível?
    Esse tipo de acusação tem que ser apurada com rigor. Se for provado que o sujeito fez isso tem que ser punido. A punição deve ocorrer contra os acusadores se as denúncias não forem verdadeiras.
    Semana passada vi uma notícia na televisão onde os ancoras falavam sobre um jogador uruguaio ter agredido a esposa , blá, bla´blá. Quando mostraram as imagens, somente a mulher agredia o jogador, inclusive com tapas na cara. Após vários tapas o jogador se defendeu e imobilizou a mulher. Os ancoras mudaram o tom da nptícia ao vivo porque não dava para sustentarf a narrativa de agressão do jogador contra a mulher. Muito cuidado com esses casos. As mulheres não são santinhas não. Lembram do caso do Neymar no hotel em Paris e da calabresa contra o Marcos MIlhem?

  6. Cesar Rocha

    7 de setembro de 2024 9:07 am

    Esse lamentável episódio evidencia o “non sense” do Governo Lula: um ministro dos direitos humanos, que atenta contra o mais básico dos direitos humanos:a integralidade do corpo.

  7. Vladimir

    8 de setembro de 2024 10:43 am

    Muito difícil acreditar que alguém com a capacidade e inteligência do ministro Silvio Almeida tenha cometido qualquer ato de assédio. Se cometeu, é caso para tratamento. O que não pode,e não estou me referindo ao governo, mas ao humanismo, “cancelar alguém com essa capacidade.
    Perdemos todos.

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