4 de junho de 2026

Mesma linguagem, incitação ao STF e partido, mas Bolsonaro se dissocia de homem-bomba

Bolsonaro o chamou de "maluco". Não comentou as semelhanças do ato com os ataques de 8 de janeiro de 2023 de seus apoiadores
Tiü França era bolsonarista e se candidatou pelo PL. Bolsonaro se distancia - Foto: Reprodução

Jair Bolsonaro tentou se dissociar do correligionário homem-bomba que morreu após detonar bomba em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), na Praça dos Três Poderes.

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Logo nas primeiras horas desta quinta-feira (14), Bolsonaro o chamou de “maluco”. Não comentou as semelhanças do ato com os ataques de 8 de janeiro de 2023, de seus apoiadores, que invadiram e depredaram a mesma Praça dos Três Poderes naquela ocasião.

Francisco Wanderley Luiz, que levava a alcunha de “Tiü França”, tentou uma vaga a vereador pelo PL, em 2020, o partido de Jair Bolsonaro, em sua cidade natal, Rio do Sul, interior de Santa Catarina.

Correligionário de Bolsonaro, ele replicava nas mensagens disponibilizadas em suas próprias redes sociais a mesma receita de linguagem usada pelos apoiadores mais radicais do ex-mandatário, além de incitar ataques, invasões, também o uso de bandeiras do Brasil, incitação contra o STF e o apelo “religioso missionário” de Jair Bolsonaro.

Mas sobre a coincidência de partidos – “Tiü França” não havia se desfiliado do PL até o ato criminoso -, Bolsonaro justificou a dissociação com o autor do crime afirmando que quando o então candidato a vereador disputou as eleições municipais, em 2020, o então mandatário não integrava o partido. Bolsonaro se filiou ao PL em 2021.

Ainda que com o mesmo partido e linguagem de seus apoiadores – os mesmos que invadiram a mesma Praça dos Três Poderes em 2023, destruindo os patrimônios públicos e locais de trabalho do Supremo Tribunal Federal (STF), da Câmara e do presidente da República, a raiva pelo PT é outra semelhança do candidato a vereador.

“Ele apenas soltou uns foguetinhos para comemorar o dia 13. Eu não gosto do número 13. Tem cheiro de carniça igual cachorro quando morre”, escreveu Francisco Wanderley Luiz, a si mesmo, ao narrar em um futuro hipotético a tentativa de destruir o STF no que foi o dia 13 de novembro, o número do partido de Lula, o PT.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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8 Comentários
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  1. AMBAR

    14 de novembro de 2024 12:36 pm

    Que manchete mais inocente. Desafio alguém que já tenha visto o Bolsonaro se responsabilizar por alguma coisa, a apresentar esse momento. Bolsonaro é como associações com divindades: “se deu certo, fui eu que fiz, se deu errado, a culpa é sua”

  2. GalileoGalilei

    14 de novembro de 2024 1:48 pm

    A teoria do “lobo solitário” ou fato isolado não se sustenta. É só ler os comentários de “leitores” aos artigos dos principais jornais do Brasil: Globo, Folha, Estadão. A PF deveria prestar atenção aos candidatos a “lobos solitário” que por ali vicejam. A incitação à violência é feita de maneira escancarada. Típica de quem acredita que não sofrerá nada. E não nos esqueçamos de quem foi que berrou aos quatro ventos: “um povo armado jamais será escravizado

  3. GalileoGalilei

    14 de novembro de 2024 1:49 pm

    Corrigindo: aos candidatos a “lobos solitários”.

  4. jucemir rodrigues da silva

    14 de novembro de 2024 1:58 pm

    Esperançoso de um conchavo que o anistiasse, Jair Messias, com paúra da Papuda, renega seu gado-bomba.
    Dia destes, alguém recupera um vídeo do terrorista nos tempos daquele cercadinho em Brasília.

  5. Vladimir

    14 de novembro de 2024 2:57 pm

    É sempre assim: o sujeito bate a carteira e grita pega ladrão.

  6. GalileoGalilei

    14 de novembro de 2024 3:56 pm

    O Tiü-zão da bomba só estava defendendo o direito democrático de explosão.

  7. ed.

    14 de novembro de 2024 4:33 pm

    O experiente “investigador psicólogo” bozo decreta rapidamente: “MALUCO”.
    “Esse sim, e me ponham fora dessa!”
    Já o ADÉLIO fez parte de uma grave conspiração contra “Ele”.
    Ainda bem que o temos, além de psiquiatras e da PF, aquela que queria f#d#R com sua família e amicci.

  8. FID

    15 de novembro de 2024 1:55 am

    Um líder alemão do passado também costumava incitar seus seguidores, os camisas marrons, a atacar grupos e cometer atos violentos contra a oposição. Porém, quando eles escalavam a violência, o líder se dissociava dos atos.

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