O procurador-geral da República, Paulo Gonet, indicou que a manifestação do órgão sobre o relatório final da Polícia Federal (PL) que indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado só deverá acontecer em 2025, devido à “complexidade” do caso.
“Este é um caso de enorme complexidade, inclusive pelo número de pessoas envolvidas. Qualquer que seja a próxima manifestação, ela tem que ser muito responsável e feita de forma ponderada, segura e justa”, disse à CNN, em Lisboa (Portugal), onde participa de um evento do Fórum de Integração Brasil Europa (FIBE).
A PGR é quem decidirá se irá oferecer ou não a denúncia. Questionado se o caso ficará somente para o ano que vem, Gonet afirmou que é “bem possível”.
Segundo ele, qualquer providência da PGR, seja a denúncia, arquivamento ou pedido de novas diligências, requer um “estudo aprofundado” e “ não pode haver nenhum açodamento nesse processo”.
Na última terça (26), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, enviou ao órgão o inquérito da PF sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições presidenciais em 2022.
No relatório final, encaminhado ao STF, a PF indiciou Bolsonaro e mais 36 pessoas por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do estado democrático de direito e organização criminosa.
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Fábio de Oliveira Ribeiro
30 de novembro de 2024 6:40 pmGonet está dando tempo ao tempo com a esperança de que os principais líderes golpistas cometam suicídio? Eles são cachorros vira-latas desonrados demais para cometer seppuku. Se Gonet não fizer logo o que tem que ser feito, Bolsonaro e os generais Heleno e Braga Netto morrerão de tédio. Antes disso muitos de nós morreremos de raiva por causa do PGR.
ed.
30 de novembro de 2024 10:07 pmComplexidade, cara pálida?
Deve ser aquela mesma que liberou os ditadores braZileiros de qualquer questionamento, seus Olympios, Ulstras, Frotas, Newton “Cruzes” e dezenas de outros.
Que “inveja” da Argentina que condenou Videlas e Gualtieris a PERPÉTUAS (tá, mas elegem Mileis, vai entender).
Desde FHC e seu engavetador, o MP só tem múmias ou hiperativos que não fazem nada ou perseguem implacavelmente.
Lula, do indiciamento à prisão, levou ~18 meses. Bozo e seus (com)parças estão aí já há mais de 7 anos (fora a fase mais “discreta”) e nada acontece, a não ser a troca de Aras por Gonet.
Ou será Godot?
Celso P. Pimenta
1 de dezembro de 2024 10:44 amA PGR só tem ele de procurador. Vejo nesta decisão indícios de bolsonarismo enrustido.
Milton
1 de dezembro de 2024 7:31 amNotável que o “prazo” para resolver já foi dilatado até 31.12.2025 considerando, apenas, o volume e os nomes citados. Possíveis crimes cometidos em 2022 serão, sancionados – ? – em 2026 ? Se, um SE do tamanho do Brasil . . .
Prisões preventivas nem pensar. Afinal na história brasileira não há precedente de golpistas ou meros bandidos da direita presos; Florianos, Josés, Sérgios, Jaires, etc são inimputáveis desde o berço. Se só derrubaram governantes, envolveram-se em ambulâncias, corromperam o devido processo legal e riram de 700.000 mortes ? Há que se dar tempo para que fujam para algum país ou embaixada amiga, afinal é gente que “não pode ser melindrada” nas palavras de um deles . . .Mas e a JUSTIÇA ? Ah sim, a justiça . . .
Fernando Bonato
1 de dezembro de 2024 8:13 amVendo a historia recente do Brasil, a não punição farão os golpistas ficarem mais fortes e raivosos. Empurrar e levar pro próximo ano, aí qdo trump assumir o bozo vai se refugiar numa embaixada de um dos cachorrinhos do usa.
O gonet esta esperando o que??
ed.
1 de dezembro de 2024 2:18 pmEu desconheço o currículo de Godot, digo Gonet, mas antes dele ser indicado eu já havia lido em várias fontes que ele fazia “algumas” declarações favoráveis à Bolsonaro,o que por si só já seria absurdo (favorável em que?), muito mais de um candidato a PGR.
Dizem também que Moraes o recomendou à Lula.
Enfim, para mim um enigma.
Só nos resta ficar esperando Godot…
Digo, Gonet.
Cesar Rocha
1 de dezembro de 2024 2:20 pmDiante dos crimes imputados ao Bolsonaro e em entorno; ao que parece, os indiciamentos são mais cristalinos que um topázio. Contudo ao se expresar: “caso de enorme complexidade”, e ainda … “feita de forma ponderada, segura e justa”; e dizer de maneira enfática a necessidade de “estudo aprofundado”; e que “não pode haver nenhum açodamento nesse processo”… Tal posicionamento público do procurador-geral e postergação da denúncia… (talvez em 2025!?) causa apreensão ao cidadão comum, cioso de que aqueles que comemtem crimes – indepente das funções públicas que ocupam – devam ser punidos com o rigor da Lei. Entretanto, é sabido que no Brasil patrimonialista, Raymundo Faoro já advertia “Sobre a sociedade, acima das classes, o aparelhamento político – uma camada social, comunitária embora nem sempre articulada, amorfa muitas vezes – impera, rege e governa, em nome próprio, num círculo impermeável de comando” (cf. livro Os Donos do Poder).Tal observação se aplica aos liames da estrutura de poder em Brasília, onde a cúpulas dos três Poderes se entregam aos convecostes… a conspurgar a “independência” e insenção dos poderes da República. E aí cabe lembrar a análise do Florestan Fernandes quanto à “transição transada”, recurso de acomodação dos grupos de poder diante das refregas. Gonet deixará “o tempo passar” de tal modo a permitir a impunidade do Bolsonaro, dos genrerais e oficiais, dos financiadores e parlamentares que engedraram o golpe (diante dos efeitos práticos, entendido como tentativa de golpe). Talvez, para ocultar a vergonha da impunidade, sejam “condenados” a prestar serviços comunitários.
José de Almeida Bispo
1 de dezembro de 2024 8:18 pmDar tempo pra eles armaremmais uma confusão e tumultuarem ainda mais o país. No fim, acabaremos todos cantando em refrão o verso do Chico: “Chame o ladrão, chame o ladrão, chame o ladrão!”