A repercussão do soldado israelense alvo da Justiça brasileira rendeu à diplomacia um trabalho de articulação entre ambos os países para evitar maiores desgastes internacionais.
O caso se refere ao soldado de Israel Yuval Vagdani, que decidiu passar as férias no Brasil e foi acusado por uma investigação na Justiça brasileira de destruir um bairro completo de palestinos civis na Faixa de Gaza. O GGN explicou em detalhes o episódio aqui, confira.
Nesta segunda-feira (06), após a divulgação de nota do Ministério de Relações Exteriores de Israel, por meio da embaixada do país no Brasil, defendendo o soldado, as críticas de que o episódio poderia desgastar as relações internacionais provocaram um recuo, e o diplomata do país pediu a diminuição das tensões.
“Nossa ideia é diminuir as tensões, porque somos países amigos”, manifestou o embaixador israelense em Brasília, Daniel Zonshine, em entrevista ao Metrópoles. Segundo ele, “não há espaço para tornar o caso um problema diplomático entre os dois países”.
Neste final de semana, contudo, a atuação do Ministério das Relações Exteriores de Israel foi de acionar a embaixada do Brasil para acompanhar o caso e determinar a “rápida e segura partida” do soldado militar do país. Vagdani conseguiu deixar o Brasil e retornar à Israel, antes de ser intimado a prestar depoimento, o que ocorreria nos dias seguintes à sua saída.
Na mensagem de defesa do soldado, a embaixada de Israel afirmou que “está exercendo seu direito à autodefesa após o massacre brutal cometido pelo Hamas em 7 de outubro de 2023” e que “os verdadeiros perpetradores de crimes de guerra são as organizações terroristas, que exploram populações civis como escudos humanos”.
Na entrevista ao Metrópoles, o diplomata Daniel Zonshine minimizou repercussões nas relações políticas de Israel e o Brasil. Ele acenou, ainda, para um gesto positivo do governo Lula, que poderia trazer alguma referência no próximo 27 de janeiro ao 80º aniversário da libertação do campo de concentração nazista de Auschwitz, uma data importante para os judeus.
João Ferreira Bastos
7 de janeiro de 2025 5:40 pmEm junho de 2024 a PF prendeu e expulsou sumariamente uma familia de Palestinos que haviam desembarcado no Brasil, a esposa gravida, 2 crianças e o pai, um professor.
Agora a PF protege um assassino de guerra e atrasa uma denuncia para que o sionista fuja sem ser incomodado e até mesmo preso.
A PF pediu a extinção da denuncia contra o assassino de mulheres e crianças
A advogada que solicitou a investigação do criminoso de guerra, recebeu centenas de ameaças de morte, com a divulgaçao de seu nome e dados pessoais.
A PF até o momento não investiga as centenas de ameaças de morte feitas a advogada.
A PF que virou Longa Manus dos sionistas assassinos.