A procuradora da República Eugênia Gonzaga esteve em Araguaia, servindo à Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos. Passou por Marabá e cidades vizinhas. Viu uma região de extrema pobreza, mas, também, os resultados dos avanços sociais proporcionados especialmente pelos governos Lula.
Não há miséria absoluta. As casas são simples. Mas os habitantes têm os recursos do Bolsa Família ou do Benefício de Prestação Continuada. As crianças estudam em escolas públicas e os Institutos Federais trouxeram uma nova perspectiva para a região, por atender as crianças desde o ensino médio.
Nós, citadinos cosmopolitas, não conseguimos aquilatar o impacto dessas medidas sobre a população. Fala-se muito em Bolsa Família trazendo a preguiça, ou no aumento do salário mínimo gerando inércia. O que Eugênia viu foram casas onde coabitavam quatro gerações da família. As bisavós tiveram o essencial. Com o pouco recebido, conseguiram manter filhos nas escolas que, por sua vez, garantiram situação melhor para seus próprios filhos e, depois, para os filhos dos filhos.
Por lá, cada geração que nasce tem um destino melhor do que a geração anterior – algo que desapareceu nas grandes cidades.
Eugenia pôde perceber o extraordinário benefício das cisternas, do acesso à água, e do programa Luz para Todos. Todas as gerações, das crianças aos avós, têm seus celulares, a possibilidade de treinamento em computação.
A Constituição de 1988 lançou princípios programáticos para combate à miséria.
O artigo 3º estabelece como objetivos fundamentais da República construir uma sociedade livre, justa e solidária; erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades sociais e regionais.
O artigo 6º consagra direitos como educação, saúde, trabalho, moradia, alimentação.
O artigo 194 cria um sistema integrado composto por Saúde (SUS); Previdência Social e Assistência Social.
Mas são apenas princípios programáticos, que provavelmente jamais teriam saído do papel, não aparecesse na política um presidente que já tinha experimentado a fome, a escassez, a falta de acesso à saúde e à educação.
Por isso, aos que criticam a falta de um projeto de país por Lula – entre os quais me incluo – não podem minimizar o extraordinário feito das políticas sociais implementadas, que legaram um país muito mais preparado para o grande salto do que aquele anterior a 2002.
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J ordo ab chao
28 de julho de 2026 8:50 amTener e bolso EXECUTARAM um plano de país maravilhoso oara os 1 por cento contra os 99 por cento de empresários e povão aff q destruição com o aval das mídias mimadas bilionária DESVIANDO O FOCO p lula caiado q o diga,quanto ganhava o judiciário,pf,agro e setores financeiros antes dw lulaa?Aff!!!mimalos e depois tomar facada nas costas não vira,só quetem meter a mão no dinheiro sem saber como veio e as obrigações NATURAIS para com o País e a sociedade de uma elite q QUEIRA SE DESENVOLVER,não adianta serem egoístas pq não querem dar um real de benefícios a quem os ajudou a ganhar bilhões aff(brasilpovao)lula precisa exercer o seu poder de destruída caos para impor mais resoeito ele é pooular nas nao2 é um ZÉ ng e a midia não metece e vale um centavo aff olha bolso triturou o doria na oandemia q até hj não consegue se kevantar,lula o judas q todos gostam de malhar e exercer a suas investidores orecisa oegar meia duzia de ciros por ai e mostrar ao povão quem são de vdd aff última chance !!!
Veritas
28 de julho de 2026 12:55 pmVale aqui contar uma história ocorrida em Brasília e em Conceição do Araguaia, sul do Pará, nos anos de chumbo da ditadura militar, lá pelos idos de 1973. Um médico amigo meu estudava medicina na Universidade de Brasília (UnB). Também trabalhava no hospital universitário desde o primeiro ano do curso. Formado, foi fazer prova de residência. Saiu-se bem, mas não passou nesta primeira vez. Continuou trabalhando e estudou arduamente para uma nova tentativa no ano seguinte. Considerou-se aprovado, checou as questões com os amigos, tinha gabaritado. Mas foi ver o resultado, reprovado. Não é possível. Foi obter mais informações com um professor amigo. O professor verificou que realmente ele havia gabaritado a prova de residência, mas não poderia ser aprovado porque havia escrito um texto no jornal do centro acadêmico sobre “A Importância da Democracia”. Por isso, não poderia ser aprovado. Meu amigo jovem médico então disse ao professor que faria provas de residência no Hospital das Clínicas ou no Hospital do Servidor Público em São Paulo. Não adianta, você está reprovado em qualquer prova para residência médica no Brasil, está em sua ficha, avisou o médico professor.
Nesta situação, um velho médico que atuava no sul do Pará o convidou para trabalhar em Conceição do Araguaia, área endêmica de malária, com muitos casos desta e de outras doenças e praticamente sem médicos. Mas eu também quero fazer cirurgias, sou cirurgião, disse o jovem doutor. Não haverá nenhum problema, você também fará cirurgias de apêndice, de vesícula, de extração de balas etc. Meu amigo médico para o Pará foi.
Por volta das 5 da tarde, chegou em Conceição do Araguaia em um maverick amarelo quatro portas que comprara. Hospedou-se em uma pensão, tomou um banho e foi comer alguma coisa. Na lanchonete, depois de pedir uma coxinha, em um canto, viu um corpo de um homem esvaindo-se em sangue, pois fora esfaqueado há pouco. Perguntou: Não vão levar a um hospital? Não resolve, daqui até o hospital mais próximo são 7 ou 8 horas, isto se conseguirem atravessar um atoleiro daqueles que tem na subida do alto da serra. Com certeza, o rapaz deste jeito aí vai chegar lá morto. Vai mesmo, disse o jovem médico. No mesmo momento pegou o esfaqueado rapaz, pôs no seu carro e disse: Sou médico, onde posso fazer a cirurgia? Tem a Santa Casa, leva ele ali, disse o balconista.
No pequeno hospital, foi recebido por uma freira enfermeira que apontou para a sala de atendimento. Com algumas agulhas, bisturi, linha e éter, começou a longa sutura dos vários ferimentos internos e externos que o rapaz apresentava. Às 21 h, um susto. Acabou a luz do gerador à diesel, tudo escuro. Com a luz de um lampião a gás sustentado pela freira, continuou a cirurgia até às 5h da manhã. Perguntou então se tinha alguns medicamentos necessários ao pós-operatório. Este, não, balançou a cabeça a enfermeira. Fez então a receita. Mas não tenho o dinheiro para comprar, disse a freira. Está aqui o dinheiro. Passo à tarde. Vou para a pensão da Dona Regina descansar, finalizou o médico, qualquer ocorrência me chame.
O rapaz esfaqueado sobreviveu. O jovem médico se tornou o mão santa. No seu consultório era fila de clientes. O que poderia ter sido uma tragédia se tornou o início de uma carreira médica de sucesso. Com tanta dificuldade, como você conseguiu, perguntei a ele. Orei do início ao fim e faço isso até hoje em toda intervenção cirúrgica, disse o já experiente Doutor.
Este era o Brasil da ditadura, sem Constituição Cidadã, sem processos seletivos impessoais, sem SUS, sem Luz para todos, sem assistência social, sem estradas minimamente trafegáveis. Infelizmente, muitas estradas e os caminhos para o desenvolvimento ainda são precários. No entanto, só os que não viveram este período de falta de tudo têm saudades disso
Pedro Rocha
29 de julho de 2026 8:39 amO Lula é um cara bastante insuficiente num momento certo de um certo lugar. Nosso sistema social é como a força de contração das molas. O fim do período militar, as massivas e apoteóticas campanhas pelas Diretas e o ineditismo da participação popular na Assembléia Constituinte representam o máximo da extensão da mola, o ápice da potência civilizatória de esquerda no país. Múltiplos movimentos sociais, étnicos, de gênero, de indígenas, movimentos sindicais e partidários brotaram neste período. É desse magnifício e distinto caldo que surfam o PT e o Lula até hoje, a mola no entanto cada vez contraída. As artimanhas da história são tão espetaculares que o Lula/PT não venceram as eleições de 90 por um tris (por um golpe da Globo?). Se até hoje estão despreparados, imagine lá atrás. Venceriam, seriam insuficientes como os poloneses do Solidariedade foram, outros venceriam, haveria renovação e hoje teríamos ou um PT revigorado ou outros partidos de esquerda prevalecentes, menos acanhados que os petistas.