4 de junho de 2026

CCJ do Senado aprova a indicação de Alexandre de Moraes para o Supremo

Sabatina de Alexandre de Moraes na CCJ do Senado durou mais de 11 horas (Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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da Agência Brasil

CCJ do Senado aprova a indicação de Alexandre de Moraes para o Supremo

Ivan Richard Esposito e Mariana Jungmann – Repórteres da Agência Brasil

Após mais de 11 horas de sabatina, com perguntas de 40 senadores, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, por 19 votos a favor e 7 contrários, a indicação de Alexandre de Moraes, 48 anos, para ocupar vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A indicação ainda precisa ser votada pelo plenário da Casa, em sessão marcada para esta quarta-feira (22).

Indicado pelo presidente Michel Temer para o lugar do ministro Teori Zavaski, morto na queda de um avião em janeiro, Moraes falou sobre o chamado ativismo judicial, que é quando o Judiciário se antecipa ao Poder Legislativo e regulamenta temas que não foi abordado pelo Congresso,  como casamento gay e mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Questionado sobre aborto, o indicado preferiu não emitir opinião, porque disse que poderá ser chamado a se manifestar sobre isso em ação corrente no Supremo, o que significaria antecipação de voto.

A sabatina começou por volta das 10h com diversas questões de ordem da oposição pedindo o adiamento da reunião. O presidente do colegiado, senador Edison Lobão (PMDB-MA), negou todas. Ministro licenciado da Justiça, Moraes chegou ao Senado acompanhado da esposa e negou que tenha advogado para uma organização criminosa de São Paulo.

Moraes negou também que tenha plagiado sua tese de pós-doutorado de um jurista espanhol e promoteu declarar-se impedido em ações que envolvam o  escritório de advocacia da mulher. Sobre sua atuação na Corte Máxima do país, disse que “será independente” e que não considera sua indicação ao Supremo um “agradecimento político”.

Sobre o uso de prisões preventivas, Alexandre de Moraes defendeu que as prisões nesses casos devem durar “tempo proporcional” ao crime que a pessoa é acusada. Ele evitou tomar posição sobre o foro privilegiado, mas disse que o mecanismo traz problemas operacionais para a Justiça.

O ministro licenciado da Justiça defendeu ainda a regulamentação do poder de investigação do Ministério Público e a mudança da Lei Orgânica Nacional da Magistratura para possibilitar penas mais severas a juízes condenados por atos ilícitos.

A senadora Gleisi Hoffmann se declarou impedida de votar por ser ré na Operação Lava Jato, que tramita no STF. A intenção, segundo a senadora, era que outros parlamentares investigados também se abstivessem, o que não ocorreu.

Para ter a nomeação aprovada, Alexandre de Moraes precisa ter, no mínimo, os votos favoráveis de 41 dos 81 senadores no plenário do Senado, em votação que deve ocorrer em sessão extraordinária convocada para as 11h desta quarta-feira.

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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20 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    22 de fevereiro de 2017 11:46 am

    Nenhuma novidade.
    A

    Nenhuma novidade.

    A sexpistolsnização do Estado chegou enfim ao STF:

    http://linkis.com/jornalggn.com.br/blo/QEGZg

  2. drigoeira

    22 de fevereiro de 2017 11:51 am

    É a colheita!!!
    Será outro Gilmar Mendes no STF.

    1. Alan Souza

      22 de fevereiro de 2017 2:02 pm

      Vai não. Vai ser pior…

      A ficha corrida desse aí é bem pior do que a do Gilmar Mendes quando entrou no STF. Não vai ser igual ao Gilmau, vai fazer pior!

       

  3. Rui Ribeiro

    22 de fevereiro de 2017 12:16 pm

    Se o Temer indicasse um Caxorro Calazarento, o Senado aprovaria

    Tá dominado, tá tudo dominado pela bandidagem oficial golpista.

  4. Alan Souza

    22 de fevereiro de 2017 12:25 pm

    Quando ATÉ a Veja critica, tá feio demais!

    http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/aecio-muda-discurso-para-blindar-seu-ministro-correligionario/

    Aécio muda discurso para blindar seu ministro-correligionário

    Senador criticou Fachin em 2015 por ligações partidárias, mas hoje não vê problemas em um ministro do Supremo ser filiado a uma legenda, no caso, a sua

     Aécio Neves, como nove de cada dez políticos, molda o discurso ético de acordo com seus interesses pessoais e partidários. Mas a última pérola proferida pelo presidente do PSDB vai ser especialmente difícil de passar na goela do eleitorado mineiro.

     

    Quando estava na oposição, em 2015, Aécio mostrou-se indignado com a indicação de Edson Fachin para o Supremo. De fato, o agora relator da Lava Jato apoiou a candidatura de Dilma Rousseff em 2010, era simpático ao Movimento Sem-Terra e advogou em processos particulares enquanto era procurador do Paraná.

    Aécio, na ocasião, não aliviou ao analisar a possibilidade de Fachin chegar ao tribunal: “Não é possível que a gente tenha um ministro do Supremo Tribunal com vinculações e compromissos partidários”, disse à “Folha de S.Paulo“.

    Um ano e meio depois, quem enfrentou a sabatina do Senado por uma cadeira no Supremo foi o correligionário do tucano, Alexandre de Moraes, filiado ao PSDB até ontem.

    O rigor de Aécio mudou na velocidade da maré que o levou para a base do governo.

    No Twitter, ontem, ele saiu em defesa do aliado:  “O STF, ao logo de sua história, teve, entre os seus mais ilustres membros, cidadãos que tiveram militância política. Isso não comprometeu a isenção e o equilíbrio com que atuam na mais alta Corte do país”.

    Resta saber se a ligação partidária terá o mesmo peso na atuação de Moraes no Supremo quanto tem na de Aécio no Senado.

  5. vera lucia venturini

    22 de fevereiro de 2017 1:06 pm

    AO VENCEDOR AS

    AO VENCEDOR AS BATATAS.

    Ministro digno de representar na Suprema Corte o Judiciário e a nação brasileira. A fantasia que os juizes do Supremo usam para interpretar o papel vai cair com perfeição ao novo guardião da Constituição.

    Os ministros golpistas do Supremo nos venceram com o golpe e terão por companheiro um juiz à sua altura e que tem no currículo envolvimento com a corrupção (operação acrônimo), envolvimento com o crime organizado, roubo intelectual no plágio revelado, manipulação da opinião pública com dados mentirosos e violência contra a população de São paulo.

    Na fábula de Quincas Borba uma tribo extermina a outra para tomar o campo de batatas. O Supremo nos tomou o campo da democracia mas o prêmio conseguido é isso aí. O perfil do novo ministro escancara de vez quem são seus companheiros de toga. Um tipo de gente que fará salamaleques para encenar o espetáculo medíocre e repulsivo que se assiste na alta corte de Justiça do Brasil . 

    PS. Espero que algum juiz do Supremo apresente a o público um relatório explicando o acidente que levou à morte do juiz que teve a cadeira roubada por Alexandre de Moraes. Ao menos uma encenação seria aconselhável. Caso contrário vou começar a acreditar que eles também fizeram parte do atentado.

     

  6. Orlando Soares Varêda

    22 de fevereiro de 2017 1:35 pm

     
    Aecinho da Cunha, ganha

     

    Aecinho da Cunha, ganha mais reforço na retaguarda, ao emplacar o tucano Alexandre de Imorais como mais um “pistolão” no supreminho. No momento, o neto de tancredo, conta com 3 apoios pétreos, a saber, beiçola, e seu poodle de estimação, mais o skinhead. De saida, o amigo do perrela, já larga com 3 votos favoráveis no costado. Ai velho, se a coisa já corria frouxa pro lado dos tucanos, no “lavajato” de merda do moro, imagine agora, com a contratação do truculento careca, vixi, skinhead.

    Orlando

  7. LimaAmil

    22 de fevereiro de 2017 1:36 pm

    STF

    Semelhantes atraí semelhantes!

  8. Maria Luisa

    22 de fevereiro de 2017 1:36 pm

    Tudo dentro do ritmo desses tempos

    Minha terra tem juristas, com os quais os politicos contam com seus préstimos. Minha terra tem operadores do Direito, dos quais se pode contar para que certos desejos ou necessidades sejam aprovadas. Minha terra…. 

  9. Cristiana Castro

    22 de fevereiro de 2017 2:31 pm

    Estranho pq em qq lugar, um

    Estranho pq em qq lugar, um cara como esses seria colocado pela bandidagem para intimidar o resto; no caso do STF,como não há necessidade disso pq já tá quase tudo dominado mesmo; fica a impressão de que é pra pressionar os que ainda não se renderam à Organização criminosa.  Os cara mataram um ministro pra colocar um cara desses no lugare dele….. Quem quer ser o próximo?????  Só tem dois pelo país naquela Corte, agora.

    1. Liduina

      23 de fevereiro de 2017 12:45 am

      Dois, Cristina?

      Quem são eles? Conta pra mim, prometo que fica só entre nós e o pessoal de fora.

      1. Cristiana Castro

        23 de fevereiro de 2017 4:22 am

        Continuo com MAM e Min.

        Continuo com MAM e Min. Lewandowski.

        1. Liduina

          24 de fevereiro de 2017 12:28 am

          E eu não acredito em nenhum

          Algumas vezes acredito que eles tem uma espada sobre suas cabeças.

          Em outras acredito que eles fazem parte da casa grande.

  10. André Lameira

    22 de fevereiro de 2017 2:54 pm

    Parabéns ao Judiciário

    Agora o STF terá um trombadinha para chamar de seu.

    1. Rui Ribeiro

      22 de fevereiro de 2017 3:23 pm

      E o Gigi Dantas é o que além de um trombadão?

      Só um Trombadinha? E o Daniel Mendes?

  11. Veri

    22 de fevereiro de 2017 3:26 pm

    O Brasil não é conhecido no mundo por seus juristas, mas…

    … por suas dançarinas.

    Mais uma bailarina para descer rebolando até a boquinha da garrafa.

     

  12. João Maria Fernandes de Sousa

    22 de fevereiro de 2017 4:38 pm

    Parabéns aos envolvidos,

    parabéns às envolvidas; agora podemos comemorar o fato de ter

    numa corte suprema um legítimo representante do crime organizado, no caso

    um cara que advogou para o PCC e para Eduardo Cunha.

    Poucos países, talvez nenhum mesmo, se orgulham disso.

    Mouro: estamos imersos em um dos mais obscurantistas e violentos golpes de estados,

    um golpe de estado que está nos destruindo como povo e como estado respeitável.

  13. João Maria Fernandes de Sousa

    22 de fevereiro de 2017 5:15 pm

    O golpe

    Começou com a “primavera de Junho de 2013”; oxigenou-se com a derrota de Aécio, nesse ponto se inicia a participação do STF; intensificou-se com as micaretas dominicais convocadas pela Globo; ganhou mais corpo com o impedimento de Dilma ter Lula como Ministro, nessa estapa ficou explícita a participação do STF que se mostrou de qual lado estava; desde a festança promovida por Cunha naquela dantesca tarde de Abril de 2016 o papel do STF tem sido crucial para sucesso dos golpistas, de fato essa corte tornou-se um corredor por onde os meandros da conspiração passaram a ser combinados e efetivados. Dá-se, com a posse do ex-advogado do PCC e de Eduardo Cunha, o coroamento do supremo como umas das mais deploráveis e anti-democráticas das nossas tais “instituições”.

    Certamente a “inclita e imparcial” Cármen Lúcia terá que elaborar novas sentenças de efeito pois as suas “agora parece se constatar que o escárnio venceu o cinismo”, “O crime não vencerá a Justiça” e “Aviso aos navegantes dessas águas turvas de corrupção e das iniquidades: criminosos não passarão a navalha da desfaçatez e da confusão entre imunidade, impunidade e corrupção” estão completamente fora de contexto para os “novos e virtuosos” tempos do STF, onde um eminente cidadão,  “Homem Bom”, com “notórios saberes jurídicos” (essa tal coisa de que ela e seus pares falam tanto quando aludem as “qualidades necessárias” ao se pretender ser um membro de tal ilibada corte suprema). Alexandre de Morais vai dividir com o ela o salão eclesiástico onde se definem parte dos rumos do Brasil e, lembrando, a responsabilidade de mandar ou não para o xilindró inclitos cidadãos da estirpe de Jucá (o do “acordo pra estancar a sangria” e da, essa mais recente, “suruba”), Aécio (o do aeroporto e mui amigo de um dono de helicóptero usado para o tráfico de cocína pura) e Zé Serra (o pai de Verônica, os dos fenômenos mais alarmantes e inexplicáveis de irrequecimento em curtíssimo tempo).

    Já não somos mais um país ou uma nação, passamos a ser um amontoado de gentes totalmente comandadas pelas mais abominávies das criaturas: os chefes do crime organizado.

     

     

     

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