17 de junho de 2026

Caminhada do Silêncio chega à quinta edição sem o apoio da Prefeitura de São Paulo

Executivo municipal retirou o apoio apenas três dias antes do evento e garantiu apenas os banheiros químicos e distribuição de água
Crédito: Rodrigo Vazquez

O Movimento Vozes do Silêncio realiza, no próximo domingo (6), a 5ª Caminhada do Silêncio, a partir das 15h. O ato sairá da Rua Tutoia, 921, Vila Mariana, em frente  ao antigo DOI-Codi, em direção ao Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, no Parque Ibirapuera.

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A edição de 2025 traz como lema o título do filme vencedor do Oscar “Ainda Estou Aqui”, que retrata a luta por justiça e memória de Eunice Paiva, viúva de Rubens Paiva, desaparecido político da ditadura militar

O evento, porém, não contará com o apoio de infraestrutura da Prefeitura de São Paulo, que informou a decisão há apenas três dias. De acordo com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, o executivo garantirá apenas banheiros químicos e água aos manifestantes. 

A decisão se torna ainda mais sensível quando considerado que muitos dos participantes das edições anteriores eram idosos e pessoas que viveram o período ditatorial. 

Vale lembrar ainda que a decisão da Prefeitura pode atender a fins políticos. Também no próximo domingo será realizado o movimento bolsonarista pela anistia aos golpistas, na Avenida Paulista.

Um dos maiores nomes do bolsonarismo, cotado, inclusive, para disputar as eleições presidenciais de 2026 é o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado político e cabo eleitoral do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). 

A 5ª Caminhada do Silêncio é uma realização do Movimento Vozes do Silêncio, representado pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, Instituto Vladimir Herzog e a OAB-SP, com apoio do deputado estadual Antonio Donato (PT), autor da Lei nº 17.886 que, desde 2023, inclui o evento ao calendário oficial da cidade de São Paulo.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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  1. Lênin and The Ulianovs

    5 de abril de 2025 7:07 am

    Uai, o prefeito de SP seguiu o que o presidente Lula pediu:

    Vamos deixar 64 passar.

    Ou seja, façamos silêncio sobre o silêncio.

    É cínica, canalha mesmo essa tentativa de passar pano.

    Ora, o que se espera da direita?
    Que ela aja como a direita.

    Então, que governantes de direita queiram sabotar essa memória eu repudio, mas entendo, politicamente.

    Mas o que dizer da “ex-querda”?

    Qual foi o grande ato ou evento patrocinado pelo governo, ou por algum ministério desse governo para avivar essa memória?

    Qual foi o grande ato do PT, centrais sindicais, MST etc nesse sentido?????????

    Ou seja, nossa memória se resume a um filme do filho do banqueiro que lucrou com o golpe produzido pela empresa de mídia que deu voz aos golpistas.

    Pois é.

    É um país de m#rda, com um governo de …?

    Isso, de m#rda.

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