10 de junho de 2026

Gonet pede reabertura de inquérito contra Bolsonaro

Pedido efetuado pelo PGR ao Supremo Tribunal Federal está ligado a uma suposta interferência do ex-presidente na Polícia Federal
Paulo Gonet, Procurador-Geral da República. Foto: Foto: Leobark Rodrigues/Secom/MPF

Da Agência Brasil

PGR pede retomada de inquérito sobre interferência de Bolsonaro na PF

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu nesta quarta-feira (15) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a reabertura do inquérito da Polícia Federal que investigou o ex-presidente Jair Bolsonaro pela suposta interferência na corporação.

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Em março de 2022, durante o governo do ex-presidente, a PF concluiu que não houve ingerência política e pediu o arquivamento do caso.

A questão começou a ser investigada após o ex-juiz Sergio Moro pedir demissão do cargo de ministro da Justiça e insinuar interferência na PF por meio da troca do então diretor-geral Maurício Valeixo, indicado por ele.

No documento enviado hoje ao STF, o procurador-geral disse que é necessário apurar se houve “efetivamente” interferências na PF e citou conversas de WhatsApp trocadas entre Moro e Bolsonaro, em 2020.

Segundo a PGR, Bolsonaro enviou uma mensagem no dia 22 de abril de 2020 a Moro e confirmou que Valeixo seria demitido. No dia seguinte, o ex-presidente compartilhou uma notícia sobre investigações da PF contra deputados que o apoiavam.

“Imprescindível, portanto, que se verifique com maior amplitude se efetivamente houve interferências ou tentativas de interferências nas investigações apontadas nos diálogos e no depoimento do ex-ministro, mediante o uso da estrutura do Estado e a obtenção clandestina de dados sensíveis”, afirmou.

Conforme o pedido da PGR, a PF deverá checar a ligação da suposta interferência com as investigações sobre a Abin Paralela, propagação de desinformação e uso da estrutura do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) na trama golpista.

A solicitação para reabertura da investigação será analisada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

Redação

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1 Comentário
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  1. +almeida

    16 de outubro de 2025 7:38 pm

    Como é viciante os maus exemplos de algumas autoridades jurídicas e e dos destinos de réus ditadores, golpistas, subversivos, terroristas, inimigos da democracia e traidores da pátri. A lerdeza, o lenga lenga, a morosidade e o aparente pouco interesse das autoridades seja pelo motivo que for, já está passando dos limites que a gravidade do crime determina e que ainda deixa dúvidas sobre o que pretendem e onde querem chegar. Será que é a burocracia que atrapalha? Será que é o excesso de zelo que bloqueia o entendimento das autoridades? Será que existe dificuldade para decidirem o que é praticar um Gravíssimo Crime contra a democracia? Será que há dúvida sobre o que seja praticar um Gravíssimo Crime contra o estado de direito? Será que identificar a prática de um Gravíssimo Crime contra a constituição federal é tão difícil assim? Será realmente que ainda tenham dúvidas sobre o que é um Gravíssimo Crime contra a ordem e o poder democraticamente constituído? Existe algum receio em se fazer a óbvia justiça?
    Fica a má impressão, de que o jaboti da seletividade e da parcialidade interesseira, está para de em ação travestida de Pizza?
    Qual a razão para uma tolerante demora, que só favorece ao lado criminoso?
    Se os seguidores e os líderes do atentado já foram investigados, processados, julgados e condenados pela baderna, pela depredação do patrimônio publico e pela tentativa de golpe, por livre desejo e espontânea vontade, qual a dificuldade de se fazer cumprir a lei, contra os patronos e arquitetos do golpe?

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