4 de junho de 2026

Antigo gabinete de Moro foi revistado em investigação do caso Tony Garcia

A busca por documentos ocorreu na 13ª Vara Federal de Curitiba, em inquérito que apura o uso ilegal de "agente infiltrado"

1- Polícia Federal faz buscas no antigo gabinete de Sergio Moro em Curitiba, autorizadas por Dias Toffoli, do STF, após denúncias de coação a Tony Garcia.

2- Tony Garcia afirma ter sido “agente infiltrado” a mando de Moro, com documentos na 13ª Vara Federal que poderiam comprovar suas alegações.

3- Moro se defende das acusações de Garcia, classificando o inquérito como baseado em um “relato fantasioso” e afirmando não ter preocupação com o acesso do STF aos processos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Sem fazer alarde, a Polícia Federal fez buscas no antigo gabinete de Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, no âmbito da investigação que apura as suspeitas de que o empresário e ex-deputado Tony Garcia teria sido coagido pelo ex-magistrado. A diligência foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, e ocorreu no dia6 de novembro. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

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Garcia afirma ter trabalhado como “agente infiltrado” a mando de Moro por cerca de dez anos, começando no “caso Banestado” e perdurando durante a extinta operação Lava Jato. Segundo ele, documentos e mídias na 13ª Vara Federal poderiam comprovar suas alegações. Por isso, Toffoli autorizou as buscas por documentos, mídias, objetos e afins.

Em nota, Moro defendeu-se, classificando o inquérito como baseado em um “relato fantasioso” e manifestando não ter preocupação com o amplo acesso do STF aos processos em que atuou.

O caso Tony Garcia

As suspeitas detalhadas por Garcia incluem o recebimento de ordens diretas de Moro e a obrigação de comparecer ao Ministério Público Federal sem a presença de seu advogado. Diálogos da chamada Operação Spoofing reforçam o uso do empresário, com procuradores o citando como exemplo de sucesso no uso de “flagrantes preparados” e o ex-coordenador Deltan Dallagnol o chamando de “brinquedo novo”. Garcia alega que o objetivo era perseguição política, visando o PT e operadores ligados a figuras como o ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado Eduardo Cunha.

O empresário acusa Moro de ter condicionado seu acordo de delação a exigências ilegais, incluindo a realização de 30 tarefas, em sua maioria, relacionadas ao uso de escutas ambientais e corporais e fornecimento de telefones para interceptação. Segundo o delator, a finalidade era investigar autoridades com prerrogativa de foro, como ministros, deputados e desembargadores. O uso de grampos para investigar autoridades de tribunais superiores já havia sido justificado por Moro em um despacho anterior, alegando ser a única forma probatória possível em certos casos.

Com informações do Conjur

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1 Comentário
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  1. Robert Red

    21 de novembro de 2025 7:36 pm

    Que ninguém se engane: Tony foi parça de Collor nos anos 1990 e nunca foi santo.

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