10 de junho de 2026

O Camaleônico presidente do Senado, por Francisco Calmon

Alcolumbre não respeita a República e o sistema presidencialista, é um autocrata num colegiado republicano.
Reprodução site do senador

O Camaleônico presidente do Senado

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por Francisco Celso Calmon

Até o jornal das elites conservadores não aguenta mais o barão do Senado, taxada por esse jornal como chantagista.  Alcolumbre não respeita a República e o sistema presidencialista, é um autocrata num colegiado republicano.

Ele tem como estilo o do riquinho dono da bola. Só coloca a bola em jogo se estiver escalado para decidir a partida. Não respeita a divisão tripartite da República.

Não respeita o sistema presidencialista, impõe na prática o semipresidencialismo ou semiparlamentarismo, mesmo sabendo que o parlamentarismo fora derrotado em plebiscito.                                                                                                                      

É um político camaleônico, mas pica e mata que nem o escorpião.

 É chantagista, vaidoso, traiçoeiro e sobretudo egocêntrico, se enxerga como o centro do poder; a soberania popular só admite quando o povo vai às ruas, aí ele mia e recua.

O presidente do Senado quer assumir a prerrogativa exclusiva do Presidente da República.

Indicar ministro do Supremo cabe, constitucionalmente, ao presidente Lula, mas Alcolumbre queria um aliado seu para o cargo: o senador Rodrigo Pacheco.

Insistindo nessa linha, atua como o barão maior do baronato Legislativo.

É a herança maldita deixada pelo ex-presidente fascista Jair Bolsonaro, que delegou ao Legislativo tal prerrogativa para ter cumplicidade em suas ações golpistas.

Depois de 2018, o Legislativo vestiu o figurino inconstitucional do semipresidencialismo. Passou a forçar a barra, emparedando o presidencialismo constitucional escolhido pelo povo.

A aprovação de emendas constitucionais exorbitantes, que somam mais de R$ 50 bilhões/ano, é a prova do evidente golpe semiparlamentarista, que prejudica a governabilidade para favorecer a classe política em suas ações obscuras ao arrepio da lei.

Por isso, o Legislativo, através de seu barão maior, quer influir no STF por meio de indicações de seus membros.

Alcolumbre quer ter um aliado para contraditar decisões como a do ministro Flávio Dino em relação a essas emendas sem transparência e com desvio de finalidade.

As emendas parlamentares corroeram os princípios constitucionais da Administração Pública produzindo uma metástase de corrupção até o último tecido institucional e social. 

Lula felizmente não caiu na armadilha. Preferiu manter a indicação de Jorge Messias, enfrentando o abuso legislativo.

Não entro no mérito da escolha do nome, e, sim, na defesa da prerrogativa exclusiva como presidente eleito pelo sufrágio popular.

Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.

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Francisco Celso Calmon

Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.

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3 Comentários
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  1. Mário Mendonça

    5 de dezembro de 2025 10:14 am

    Calmon, ele chantageou o Bozo também, aliás fez dobradinha com o Lira, mas a birra atual não é contra o BESSIAS, mas a PF que está no seu cangote! Só que ele se esqueceu que Lula não é Dilma! Abração.

  2. Rui Ribeiro

    5 de dezembro de 2025 1:26 pm

    Esse sujeito é um rato.

    Dizem que o Bolsonaro tá alegando dor de cabeça constante por barulho de geradores colocados ao lado de sua sala. Noticiaram também que seu filho Carlos Bostonaro disse que talvez o Eduardo Bananinha nem veja mais o Bolsonaro vivo.

    Se o Babaninha demorar muito nos EUA, provavelmente ele não veja mais o Rato Bostonaro vivo. Então que ele volte logo. sobre a suposta dor de cabeça por causa do barulho dos geradores, faço minhas as palavras do próprio Bostonaro, com adaptações:

    “Essa é uma realidade, os geradores estão aí. Bolsonaro vai ter que enfrentá-los, mas enfrentar como homem, porra. Não como um moleque. Ele vai enfrentar o barulho dos geradores com a realidade. É a vida. Todos nós iremos morrer um dia” e “ninguém é coveiro”.

    1. lucas

      6 de dezembro de 2025 10:02 am

      Concordo plenamente com seu comentário – e, sobretudo, com a contundência do artigo do Francisco Celso Calmon. Ele consegue nomear com precisão o que muitos ainda tratam como “normalidade institucional”: a captura do presidencialismo por um baronato legislativo que opera à margem do desenho constitucional. Calmon descreve com rigor esse processo de corrosão do equilíbrio entre os Poderes, evidenciando como figuras como Alcolumbre transformaram mecanismos legítimos de deliberação em instrumentos de chantagem política.

      O ponto central, para mim, é justamente o que o artigo destaca: não se trata de um conflito circunstancial, mas de uma distorção estrutural produzida, que naturalizou práticas semipresidencialismo, sem qualquer autorização popular. A consequência, como bem colocado, é um sistema em que prerrogativas do Executivo são constantemente sequestradas, e a governabilidade passa a depender de arranjos opacos e de interesses que nada têm a ver com o projeto sufragado nas urnas.

      Agora, não há dorzinha de cabeça, barulho de gerador, melodrama familiar ou vitimismo que apague o fato de que a conta chegou. E, como você recuperou com ironia das próprias palavras deles, agora terão de encarar isso “como homem”, não como moleques acostumados a terceirizar responsabilidades e posar de vítimas.

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