4 de junho de 2026

Wellington César Lima e Silva assume o Ministério da Justiça

Aos 60 anos, jurista tem bom trânsito junto ao presidente e a integrantes do governo e ocupava o cargo de secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil
Crédito: Valter Campanato/ Agência Brasil

Lula nomeou Wellington César Lima e Silva para o Ministério da Justiça, substituindo Ricardo Lewandowski.
Wellington tem histórico no MP da Bahia e já foi ministro da Justiça em 2016 por 11 dias.
A pasta de Justiça e Segurança Pública permanece unificada, sem desmembramento, conforme decisão do governo.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu, nesta terça-feira (13), o jurista Wellington César Lima e Silva para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em substituição a Ricardo Lewandowski. O convite foi feito durante reunião no Palácio do Planalto e confirma a decisão do governo de manter a pasta unificada, descartando o desmembramento para a criação de um ministério exclusivo da segurança pública.

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Aos 60 anos, Wellington César Lima e Silva tem bom trânsito junto ao presidente e a integrantes do governo, especialmente da ala baiana, como o ministro da Casa Civil, Rui Costa. No atual mandato de Lula, ele ocupava o cargo de secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, uma das funções mais estratégicas do Planalto, com interlocução direta com o chefe do Executivo.

Formado em direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Wellington possui mestrado em ciências criminais e iniciou doutorado em direito penal e criminologia. Ingressou no Ministério Público da Bahia em 1991 e construiu carreira sólida na instituição. Foi procurador-geral de Justiça do estado por dois mandatos consecutivos, entre 2010 e 2014, nomeado a partir de listas tríplices durante o governo de Jaques Wagner (PT).

A trajetória no Ministério da Justiça não é inédita. Em 2016, durante o governo da então presidente Dilma Rousseff (PT), Wellington chegou a assumir a pasta, mas permaneceu no cargo por apenas 11 dias. À época, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que ele só poderia continuar como ministro se pedisse exoneração do Ministério Público da Bahia, o que levou à sua saída e à substituição por Eugênio Aragão, então vice-procurador-geral eleitoral.

No governo Lula 3, Wellington deixou a Secretaria de Assuntos Jurídicos em julho do ano passado, após ser indicado pelo presidente para o cargo de advogado-geral da Petrobras. No Planalto, sua atuação é descrita como técnica e discreta, características vistas como positivas para a condução do Ministério da Justiça em um momento de desafios na área de segurança pública e articulação institucional.

A exoneração de Ricardo Lewandowski foi publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira (9). Até a nomeação de Wellington César Lima e Silva, a pasta vinha sendo comandada interinamente pelo secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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