10 de junho de 2026

Medicina comparada: Como o DNA dos gatos pode revolucionar o tratamento do câncer humano

Felinos apesentam as mesmas falhas genéticas que desencadeiam tumores nos humanos; mapeamento genético possibilita o desenvolvimento de novas terapias
Crédito: Freepik

Estudo internacional mapeia código genético tumoral de gatos, revelando falhas genéticas comuns a humanos e felinos.
Pesquisa do Instituto Wellcome Sanger analisou DNA de 500 gatos, focando em 13 tipos de câncer, incluindo o agressivo triplo negativo.
Gatos são sentinelas ambientais; estudo visa terapias oncológicas que beneficiem humanos e animais domésticos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O segredo para a cura de alguns dos tipos mais agressivos de câncer pode estar ronronando no seu sofá. Um estudo internacional inédito acaba de mapear o código genético tumoral de gatos domésticos, revelando que felinos e humanos compartilham muito mais do que apenas o teto: eles dividem as mesmas falhas genéticas que desencadeiam tumores.

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Embora o câncer seja uma das maiores causas de morte entre os felinos, a ciência ainda navegava no escuro sobre como a doença evoluía na espécie. Enquanto cães já foram alvo de extensos estudos oncológicos, os gatos permaneciam um mistério.

Cientistas do Instituto Wellcome Sanger, no Reino Unido, analisaram o DNA de quase 500 gatos, focando em cerca de mil genes associados a 13 tipos diferentes de câncer.”A genética do câncer em gatos era uma incógnita absoluta. Quanto mais entendemos a doença em qualquer espécie, melhor para todos nós”, afirma Louise Van der Wayden, líder da pesquisa.

Uma das descobertas mais promissoras envolve o câncer de mama. Em humanos, o subtipo “triplo negativo” representa cerca de 15% dos casos e é conhecido por sua agressividade e dificuldade de tratamento.

Gatos, porém, desenvolvem esse subtipo específico com muito mais frequência que humanos. Essa prevalência permite que cientistas acessem um volume maior de amostras biológicas para testar pistas de novos medicamentos que podem salvar mulheres e gatas simultaneamente.

Além da biologia, o estudo ressalta o fator ambiental. No Brasil, onde vivem mais de 30 milhões de gatos, e no Reino Unido, onde o animal está presente em um quarto dos lares, esses animais respiram o mesmo ar e ocupam os mesmos espaços que seus donos.

Essa convivência torna os gatos sentinelas valiosas. Ao analisar como o ambiente influencia o risco de câncer neles, podemos descobrir novas formas de prevenção para nós.

O que vem a seguir?

Publicada na prestigiada revista Science, a pesquisa abre portas para a “oncologia comparada”. O objetivo final é criar terapias que não apenas prolonguem a vida dos nossos companheiros domésticos, mas que utilizem o modelo felino para acelerar a chegada de tratamentos oncológicos mais eficazes para seres humanos.

*Com informações da BBC Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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  1. +almeida

    22 de fevereiro de 2026 3:28 pm

    Esse parece ser um estudo sério e credibilidade. Após tantas esperanças desfeitas por conta de informações imprecisas, imprudentes e não realizadas, eu confesso que agora, e talvez, os habitantes do planeta finalmente poderão ter muitos mais recursos de segurança no tratamento, na estagnação e na possível cura de uma das mais terríveis e tenebrosas doenças no mundo.

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