10 de junho de 2026

Estudo aponta que 4 em cada 10 mortes por câncer no Brasil poderiam ser evitadas

Medidas de prevenção, diagnóstico precoce e acesso adequado ao tratamento evitariam 109,4 mil mortes de pacientes diagnosticados em 2022

No Brasil, 43,2% das mortes por câncer poderiam ser evitadas com prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado.
Estudo global da OMS aponta que 47,6% das mortes por câncer no mundo são evitáveis, com variações por região e IDH.
Cânceres de pulmão, fígado e mama lideram mortes evitáveis; políticas públicas são recomendadas para reduzir riscos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Quase metade das mortes por câncer registradas no Brasil poderia ser evitada com medidas de prevenção, diagnóstico precoce e acesso adequado ao tratamento. A estimativa consta em estudo internacional publicado na revista The Lancet.

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Segundo a pesquisa, 43,2% dos óbitos provocados pela doença no país são considerados evitáveis. Dos casos diagnosticados em 2022, cerca de 253,2 mil devem resultar em morte até cinco anos após a detecção. Desse total, aproximadamente 109,4 mil poderiam não ocorrer.

O trabalho integra a edição de março da revista e foi elaborado por 12 pesquisadores, oito deles vinculados à Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (Iarc), órgão ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS), com sede em Lyon, na França.

No Brasil, as mortes evitáveis se dividem em dois grupos: 65,2 mil seriam preveníveis — ou seja, poderiam ser evitadas antes mesmo do surgimento da doença — e 44,2 mil poderiam ser evitadas com diagnóstico mais cedo e tratamento adequado.

Panorama global

O levantamento analisou dados de 35 tipos de câncer em 185 países. Em escala mundial, 47,6% das mortes pela doença são consideradas evitáveis. Dos 9,4 milhões de óbitos estimados, quase 4,5 milhões poderiam não ter acontecido.

Desse total global, 33,2% das mortes são classificadas como preveníveis e 14,4% poderiam ser evitadas com diagnóstico precoce e acesso ao tratamento.

Entre os principais fatores de risco apontados pelos pesquisadores estão tabagismo; consumo de álcool; excesso de peso; exposição à radiação ultravioleta; infecções, como as causadas por HPV, vírus das hepatites e pela bactéria Helicobacter pylori.

O estudo revela disparidades significativas entre regiões e níveis de desenvolvimento. Países do norte da Europa apresentam alguns dos menores percentuais de mortes evitáveis. A Suécia lidera com 28,1%, seguida por Noruega (29,9%) e Finlândia (32%).

Na outra ponta, as maiores proporções estão em países africanos. Serra Leoa registra 72,8%, seguida por Gâmbia (70%) e Malaui (69,6%).

Regionalmente, os menores índices estão na Austrália e Nova Zelândia (35,5%), norte da Europa (37,4%) e América do Norte (38,2%). Já África Oriental (62%), África Ocidental (62%) e África Central (60,7%) apresentam os maiores percentuais. A América do Sul tem índice de 43,8%, próximo ao brasileiro.

As desigualdades também aparecem quando os países são agrupados pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), indicador da Organização das Nações Unidas (ONU). Nos países de baixo IDH, 60,8% das mortes por câncer poderiam ser evitadas. Nos de IDH muito alto, o percentual cai para 40,5%. O Brasil está no grupo de IDH alto.

Nos países de baixo e médio IDH, o câncer de colo do útero lidera entre as mortes evitáveis. Já nas nações de IDH alto e muito alto, esse tipo sequer figura entre os cinco principais em número de óbitos evitáveis. A taxa de mortalidade por câncer de colo do útero é de 3,3 por 100 mil mulheres em países de IDH muito alto, contra 16,3 por 100 mil em países de baixo IDH.

Tipos de câncer e prevenção

Globalmente, 59,1% das mortes evitáveis estão relacionadas aos cânceres de pulmão, fígado, estômago, colorretal e colo do útero.

Entre as mortes preveníveis, o câncer de pulmão lidera, com 1,1 milhão de óbitos — 34,6% do total. Já o câncer de mama feminino é o principal entre os casos considerados tratáveis, com 200 mil mortes que poderiam ser evitadas com diagnóstico e tratamento oportunos.

Os pesquisadores defendem políticas públicas para reduzir o tabagismo e o consumo de álcool, inclusive com aumento de preços desses produtos. Também destacam a necessidade de enfrentar o excesso de peso, com medidas como regulação da publicidade, rotulagem e tributação de alimentos ultraprocessados.

A vacinação contra HPV é apontada como estratégia essencial para prevenir cânceres associados ao vírus. O estudo também reforça metas da OMS, como garantir que ao menos 60% dos casos de câncer de mama sejam diagnosticados em estágios iniciais e que mais de 80% dos pacientes recebam diagnóstico em até 60 dias após a primeira consulta.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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  1. Maria José Theml

    20 de fevereiro de 2026 10:26 pm

    Minha faxineira viajou pra terra dela, Sergipe, ela está com um caroço no seio do tamanho de um limão, que nervoso! O tratamento que ela estava fazendo aqui no Rio, estava demorando pra resolver a operação. Ela disse, vou pra junto da minha família e lá acho que vou operar logo. Falei com ela ontem…. já operou? …. ela disse… não, primeiro o médico mandou eu fazer quimioterapia por seis meses! Meu Deus, isso está certo mesmo? Não era pra ela já ter operado? Já esta confirmado, é câncer! Já fez todos os exames aqui no Rio! Coitada, nem sei o que dizer pra ela. Acho que está no caminho errado e vai acabar morrendo! Uma pessoa tão querida! Queria saber de algum médico se é assim mesmo, primeiro quimioterapia! Só Deus!

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