10 de junho de 2026

Trump reafirma domínio sobre as Américas e faz ameaça ao Irã

Em discurso recorde, presidente exalta captura de Maduro e consolida 'Doutrina Donroe' para garantir hegemonia no hemisfério ocidental
Donald Trump por Gage Skidmore - Flickr

▸ Donald Trump destacou controle do hemisfério ocidental e neutralização do Irã como prioridades em discurso no Estado da União.

▸ Atualização da Doutrina Monroe prevê intervenção ativa e controle de infraestruturas, com alerta a China e Rússia.

▸ Disputa no plenário com democratas, críticas à Suprema Corte e aposta em patriotismo para eleições de novembro.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou o palco do Estado da União na noite desta terça-feira (24) para formalizar o que estrategistas chamam de a maior ofensiva geopolítica americana em décadas. Com uma fala recorde de 1 hora e 48 minutos, o republicano colocou o controle total do hemisfério ocidental e a neutralização do Irã como prioridades inegociáveis de seu mandato, deixando pautas domésticas em segundo plano.

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O tom foi de triunfo. Trump abriu a sessão exaltando a “Operação Resolução Absoluta”, que em janeiro resultou na captura de Nicolás Maduro. “Sob nossa estratégia de segurança nacional, o domínio americano no hemisfério ocidental nunca mais será questionado“, declarou, sob aplausos de pé da bancada republicana.

A ‘Doutrina Donroe’ e o controle regional

Trump deixou claro que a antiga Doutrina Monroe foi atualizada para uma postura de intervenção ativa. Ele descreveu a Venezuela como uma nova “amiga e parceira” sob a gestão de Delcy Rodríguez, mas enfatizou que a cooperação no continente agora exige alinhamento absoluto com Washington.

O plano de domínio inclui o controle de infraestruturas críticas, citando o Canal do Panamá e o rebatizado “Golfo da América“. O recado foi direto a Pequim e Moscou: o hemisfério ocidental está fechado para ativos externos.

Ultimato a Teerã e ‘Paz pela Força’

O Irã foi de ameaça. Trump acusou o regime de retomar ambições nucleares e desenvolver mísseis capazes de atingir o solo americano. “Jamais permitirei que o maior patrocinador do terrorismo no mundo obtenha uma arma nuclear“, afirmou. Embora tenha citado a diplomacia, lembrou ataques anteriores como prova de que não hesitará em usar o poder militar.

Polarização e resistência no plenário

Enquanto Trump desenhava o mapa de um mundo sob influência americana, o ambiente doméstico fervilhava. Em tom de mestre de cerimônias de reality show, o presidente levou convidados à galeria para personificar suas pautas, de atletas a vítimas de crimes. O cenário, porém, era de evidente fratura: a bancada democrata permaneceu sentada em protesto e protagonizou bate-bocas.

A deputada Ilhan Omar chegou a interromper a fala presidencial, gritando que Trump “matou americanos” em operações de fronteira. O presidente não recuou e desafiou a oposição a apoiar a “Lei Dalilah“, que restringe direitos de imigrantes sem documentação.

Desafio à Suprema Corte e Economia

Na economia, o tom festivo sobre o mercado de ações deu lugar à irritação ao mencionar a Suprema Corte, que derrubou suas tarifas de importação. Olhando diretamente para os juízes presentes, Trump classificou a decisão como “frustrante” e prometeu insistir na agenda protecionista.

Com aprovação perto de 40%, a aposta de Trump para as eleições de novembro é clara: um amálgama de patriotismo exacerbado, controle regional e polarização direta contra o “inimigo interno“.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Fabio de Oliveira Ribeiro

    25 de fevereiro de 2026 1:20 pm

    Cada vez que o vagabundo Donald J. Trump vomita publicamente a suposta hegemonia planetária dos EUA a credibilidade dele declina. Se quer ganhar uma guerra mundial Trump terá que correr o risco de ver mísseis explodindo tudo nos EUA, a começar pela Casa Branca.

  2. Carlos

    25 de fevereiro de 2026 1:44 pm

    Um débil mental perigosíssimo pois tem um arsenal poderoso.

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