A Corregedoria Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro determinou o afastamento preventivo de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão lotado na Delegacia da PF em Angra dos Reis, na Costa Verde do estado. A medida permanecerá em vigor até a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto para apurar supostas faltas injustificadas do servidor.
O procedimento foi instaurado em 27 de janeiro deste ano, após o ex-deputado, que reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, não ter retornado às atividades na corporação depois de perder o mandato parlamentar, em dezembro de 2025. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele deixou o país alegando ser alvo de perseguição judicial.
De acordo com a portaria publicada pela Corregedoria, datada de 10 de fevereiro de 2026, o PAD poderá resultar na demissão do servidor. O ato também determinou que o escrivão entregue a carteira funcional e a arma de fogo no prazo de cinco dias úteis. Ainda não há confirmação sobre o cumprimento dessa exigência.
Segundo o documento, a apuração busca verificar se houve ausência intencional e sem justificativa por mais de 30 dias consecutivos após o término do mandato na Câmara dos Deputados, em 18 de dezembro de 2025. Com o fim do mandato, a Polícia Federal havia determinado o retorno imediato de Eduardo Bolsonaro ao cargo efetivo, do qual estava afastado para exercer a função de deputado federal. A não reapresentação pode caracterizar abandono de cargo.
Além do processo administrativo, Eduardo Bolsonaro responde na Justiça como réu por coação no curso do processo, em razão de sua atuação nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.
*Com informações do g1.
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Fábio de Oliveira Ribeiro
27 de fevereiro de 2026 1:11 pmVagabundo como o pai. Ninguém mais poderá dizer que o bananinha é filho daquele mano mafioso do seu Jair. A paternidade nesse caso é indiscutível, comprovada num processo administrativo disciplinar.