O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na última quinta-feira (2), uma revisão nas tarifas aplicadas a produtos importados que contenham aço, alumínio e cobre. A medida reduz a alíquota de 50% para 25% em itens industrializados e altera a forma de cálculo do imposto, como parte de uma estratégia para fortalecer a indústria doméstica.
De acordo com comunicado da Casa Branca, a mudança também reformula os critérios de aplicação das tarifas. A partir de agora, a cobrança incidirá sobre o valor total do produto acabado que contenha aço ou alumínio, e não apenas sobre o valor do conteúdo metálico incorporado, como ocorria anteriormente.
Apesar da redução para determinados itens, a tarifa de 50% será mantida para produtos de aço e alumínio de qualidade básica, compostos quase integralmente por esses metais.
O novo modelo também prevê diferenciações conforme a origem e a composição dos produtos. Itens fabricados no exterior, mas que utilizem metais provenientes dos Estados Unidos ou do Reino Unido, terão tarifa reduzida para 10%. Já equipamentos industriais intensivos em metais e determinados componentes de redes elétricas pagarão uma alíquota de 15% até 2027, com o objetivo de “acelerar a expansão da base industrial” no país.
Por outro lado, produtos com até 15% de composição em aço, alumínio ou cobre ficarão isentos das tarifas previstas na Seção 232.
Segundo o governo norte-americano, as tarifas já aplicadas tiveram impacto direto na indústria nacional. A utilização da capacidade produtiva no setor de alumínio, por exemplo, passou de cerca de 39% em 2017 para aproximadamente 50,4% atualmente.
“Concluí, com base na seção 232 da Lei de Expansão do Comércio de 1962, que alumínio, aço e cobre estão sendo importados para os Estados Unidos em quantidades ou sob circunstâncias que ameaçam prejudicar a segurança nacional do país”, afirmou Trump em nota.
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